Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Quotidiano
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Palavras bonitas
As novas tecnologias ajudam muito aqueles a quem o tempo falta.
Ver televisão, durante a semana, é um "luxo" cada vez mais difícil de conseguir. Vou deixando a gravar alguns programas que não quero perder e, quando surge a oportunidade, "play" com ele.
O "5 para a meia noite" das terças-feiras é sempre gravado e, assim que é possível, lá coloco o Zé Pedro Vasconcelos em diferido, para me deliciar com o seu humor e com a inteligência com que aborda os assuntos e convidados.
Hoje vi o programa do passado dia 12, no qual estiveram presentes dois jornalistas: Pedro Coelho, da SIC, que falou da sua grande reportagem sobre o BPN, e Rita Marrafa de Carvalho, da RTP, que dissertou sobre jornalismo de investigação e mostrou os dotes da sua voz, bem bonita, a cantar, "à capela".
O nível estava elevado e subiu quando, na rubrica que surgiu nesta segunda série, Vítor de Sousa, com a sua extraordinária voz, disse um poema de Manuel da Fonseca, apropriado para o programa e para os dias em que vivemos.
DONA ABASTANÇA"A caridade é amor"proclama Dona Abastançaesposa do Comendadorsenhor da alta finança.Família necessitadaa boa senhora acodepouco a uns a outros nada"Dar a todos não se pode".Já se deixa verque não pode serquemo que temDá a pedir vem.O bem da bolsa lhes saie sai caro fazer o bemela dá ele subtraifazem como lhes convémela aos pobres dá uns cobresele incansável lá vaicom o que tira a quem não temfazendo mais e mais pobres.Já se deixa verque não pode serdarsem tere ter sem tirar.Todo o que milhões furtousempre ao bem fazer foi dadopouco custa a quem rouboudar pouco a quem foi roubado.Oh engano sempre novode tão estranha caridadefeita com dinheiro do povoao povo desta cidade.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Ignorância
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Quotidiano
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Palavras bonitas
A tarde trabalhava
sem rumor
no âmbito feliz das suas nuvens,
conjugava
cintilações e frémitos,
rimava
as ténues vibrações
do mundo,
quando vi
o poema organizado nas alturas
reflectir-se aqui,
em ritmos, desenhos, estruturas
duma sintaxe que produz
coisas aéreas como o vento e a luz.
Carlos de Oliveira
Antologia pessoal de Eugénio de Andrade
domingo, 20 de janeiro de 2013
Ventania
Quotidiano
sábado, 5 de janeiro de 2013
Expresso
domingo, 30 de dezembro de 2012
2012 / 2013
sábado, 15 de dezembro de 2012
A URBANA FOME
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem
(Manuel Bandeira - Rio - 25-2-1947)