sábado, 28 de fevereiro de 2026

Esperança

Tudo indica que as máquinas estão a conseguir controlar - não vencer - as marés.

Na próxima semana já deverá aparecer, como que por milagre, uma "nova aberta". Entretanto, os surfistas do ar quiseram aproveitar o vento em excesso e a água em abundância. 


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Lutas

Mantém-se a guerra entre a água e a terra, as marés e as máquinas, os técnicos e os empíricos, a natureza e a ciência.

Teremos praia?


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Leste

Esta noite ou amanhã, é irrelevante, passam quatro anos de mortandade de ucranianos e russos, sem que se vislumbre fim à vista. E razões para isto ter acontecido e continuar, ainda são menos tangíveis ou identificáveis.

Por vezes parece haver deleite com o sofrimento e, pasme-se, há gente que ignora, ou finge ignorar, o poder da bala, do míssil, do canhão, da mina, do drone, do avião, do helicóptero, etc., etc..

Milhares de mortos e de estropiados, famílias destroçadas, crianças que não mais esquecerão as sirenes de aviso das bombas que vão cair e a corrida para os abrigos. E, como sempre, "gente" a enriquecer à custa da desgraça.

Até quando?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Palavras bonitas

COISAS

As coisas escondem-se nas coisas
ficam por baixo ou no fundo
às vezes umas nas outras.
Escondem-se de quê
as coisas?
Delas próprias ou de quem
tenta apanhá-las à mão?
Os óculos fogem e escondem-se 
às vezes nos próprios olhos
relógio nunca se sabe
talvez debaixo da cama
ou na metáfora das horas.
Telemóvel é conforme
ora fica em outro bolso
ora está onde não está.
O casaco no cabide
de repente é invisível
da caneta já não falo
cai no buraco mais próximo.
Cada coisa tem seus quês
seus recônditos refúgios
são tuas mas não as vês
estão contigo e não encontras.
Coisas de coisas
ou de homem?
Coisas que das mãos se somem
coisas em coisas escondidas
coisas que são mais nossas
quanto mais de nós perdidas.

Balada do corsário dos sete mares
Manuel Alegre
D. Quixote (2026)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Carnaval

Sem máscaras, sem desfiles, sem sol, sem chuva, sem vento e, por aqui, sem qualquer talento.

É Carnaval, nada parece mal!

Três semanas de notícias tristes, de promessas solenes e eloquentes, de muito trabalho de muitos, de aproveitamento de alguns, de sacrifícios e desgraças de tantos, ainda hoje a surgirem, apesar das melhorias "decretadas" pelo S. Pedro.

Conseguir-se-á, desta vez, ter capacidade para resolver e dizer não, quando for caso disso?

Talvez Seguro consiga fazer com que impere o bom senso e impedir o costumeiro desleixo ... até à próxima. 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Inteligência artificial

O trabalho foi dado como concluído e, como sempre, fotografado antes de ser encaminhado para a loja que lhe há-de criar a moldura protectora.

- O pastel seco permite este realismo, ao contrário do óleo ...

- Até parece que a água corre ...


- E se a IA conseguisse pôr a água a correr?

- Vamos tentar junto de quem sabe.

Deu isto!!!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Livros (lidos ou em vias disso)

"(..) 1.
Bloom afogaça com os caninos um médio hot dog
enquanto, em redor dele, americanos de cinto cem vezes XL
parecem devorar pão plastificado e gordura repelente
a ritmo de máquina trituradora, mistura de motor e ansiedade.
Mas as conversas mudaram. O tema é um e só um.

2.
E é isto. Boatos, boatos.
Como se o medo da peste fosse no organismo a mais súbita
das viagens para trás, colocando a cabeça do assustado
num insólito século XXI rodeado de pedra e pura paisagem, 
sem qualquer artefacto ou vestígio do intelecto -
bem antes do metal, do fogo, da roda ou do alfabeto.
Estúpida como um tijolo fica a cabeça do homem moderno
diante do perigo sem forma e sem causa aparente.
Balbucia, repete boatos e dispara bem antes do alvo aparecer
ou sequer ser feito ou pintado.

3.
Mas, sim, nesse organismo que vive no equilíbrio possível,
no meio da confusa marabunta interna,
a partir de que concentração pânica, senhor narrador,
salta o pai de família sapiens para as quatro patas mentais
do animal impiedoso que, como único projeto de vida,
coloca no instante atual, e nos seguintes,
o objetivo de sobreviver?
(...)"
O fim dos Estados Unidos da América
Gonçalo M. Tavares
Relógio d'Água (2025) 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Trabalho inglório?

As máquinas e os homens do Duque continuam a tentar domar o "duque" dono das águas. Teimoso, ele continua a fazer o que muito bem lhe apetece e a não passar cartão a ninguém.

A Lagoa, coitada, bem tenta conspurcá-lo com a areia que lhe é oferecida pelos rios que nela desaguam, mas nem assim ele tem emenda.




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Estações

O Duque, da empresa de máquinas e não o "duque" da água revolta, está a recolocar a "aberta" lá para bem junto do Gronho, de modo a garantir a sobrevivência da "Avenida do Costa" e a manutenção da praia dos "teimosos".

O tempo não vem ajudando nada mas esperam-se, e desejam-se, bons resultados. A Foz merece e os "teimosos" ainda mais.

E saibam todos: o Carnaval já aí está e o Verão não tardará!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

8 de Fevereiro

A ansiedade e a dúvida que por aqui existiam - tenho sempre muitas dúvidas nas sondagens - desapareceram às 20 horas de ontem e deram lugar a uma enorme satisfação e alegria. Afinal, o povo português ainda não se esqueceu do antigamente, mantém discernimento e reduz a "conversa da treta" à sua trapalhice evidente.

António José Seguro foi eleito Presidente da República e o outro teve cerca de um terço (ironia) dos votos.

Foi óptimo, mas cautelas e caldos de galinha não fazem mal a ninguém.

Miguel Torga escreveu no seu último Diário:

"Coimbra, 1 de Março de 1990 - Liberdade. Passei a vida a cantá-la, mas sempre com a identidade no pensamento, ciente de que é ela o supremo bem do homem. Nunca podemos ser plenamente livres, mas podemos em todas as circunstâncias ser inteiramente idênticos. Só que, se o preço da liberdade é pesado, o da identidade dobra. A primeira, pode-nos ser outorgada até por decreto; a outra, é sempre da nossa inteira responsabilidade."

Diário XVI
Miguel Torga
Coimbra (1993)

domingo, 8 de fevereiro de 2026

8 de Fevereiro

Apesar do vento, da chuva, das depressões e das tempestades que nos têm assolado, da lama que por aí tem corrido, votar hoje é possível e SEGURO!

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Mau tempo

A Kristin, o Leonardo e a Marta vieram para criar ansiedade em todos nós e estragar sem dó nem piedade.

O "repórter", coscuvilheiro mas nada dotado para a arte da fotografia, foi à Foz ver a desgraça e guardar as provas para memória futura. 

As tempestades não podem ficar impunes ...








quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Longe

Cumpre-se hoje a primeira dezena do meu neto caçula e, uma vez mais, lá tão longe que aquele abraço apertadinho só é possível com a ajuda da tecnologia que encurta distâncias.

A esta hora já por lá é noite cerrada e o aniversariante disputa um torneio de ténis de mesa para terminar as comemorações em grande e combater o frio que por lá se faz sentir.

Quem corre por gosto não cansa.

Força, Miguel!!!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Esperança

Com gente nova a fazer coisas destas, é obrigatório acreditar que há futuro, por muitos energúmenos que por aí surjam a gritar a linguagem da taberna (com respeito pelos taberneiros).

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

8 de Fevereiro

O meu amigo e companheiro de escola ASF fez o favor de me enviar o aviso, não por duvidar da minha capacidade de discernimento mas para que conste e não haja qualquer dúvida do sítio onde é SEGURO colocar a cruzinha.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Dificuldades e soluções

Como qualquer bom portuga, tenho as melhores soluções e as extraordinárias capacidades para tudo resolver num abrir e fechar de olhos e bem melhor do que tem sido feito até aqui. E não sou excepção!

Somos sempre muito críticos, muito solidários e prestáveis nos dois, três primeiros dias de qualquer catástrofe que aconteça. Vá lá, uma semana! Depois, bem, depois é só estar atento e os comportamentos egoístas voltam e rapidamente esquecemos o que aconteceu ... aos outros. "Vai ficar tudo bem!"

Não vai! Há gente que nunca mais esquecerá não o quilo de arroz ou de feijão que recebeu com direito a aparecer na TV mas as telhas que voaram, partiram-se e demorarão a evitar a chuva que o S. Pedro não cessa de despejar.

Entretanto, surge a confirmação da incapacidade de muita gente exercer o poder de decidir que lhe está atribuído. Espera-se sempre que da acção resulte algo de concreto e não ainda mais confusão e aflição do que a que já existe.

Um exemplo: com extraordinária boa vontade, estão a ser distribuídas telhas, no estádio de Leiria, a quem tem possibilidades de lá chegar, se perfila e aguarda serenamente a sua vez de pedir, e receber, as telhas que colocará na sua viatura e levará até à sua casa ... destelhada.

Não seria preferível concentrar os pedidos nas Juntas de Freguesia e estabelecer um circuito logístico que as fizesse chegar ao local? Seria muito difícil? 

É apenas um exemplo ido de quem, no conforto do seu sofá, resolve tudo ...