A ansiedade e a dúvida que por aqui existiam - tenho sempre muitas dúvidas nas sondagens - desapareceram às 20 horas de ontem e deram lugar a uma enorme satisfação e alegria. Afinal, o povo português ainda não se esqueceu do antigamente, mantém discernimento e reduz a "conversa da treta" à sua trapalhice evidente.
António José Seguro foi eleito Presidente da República e o outro teve cerca de um terço (ironia) dos votos.
Foi óptimo, mas cautelas e caldos de galinha não fazem mal a ninguém.
Miguel Torga escreveu no seu último Diário:
"Coimbra, 1 de Março de 1990 - Liberdade. Passei a vida a cantá-la, mas sempre com a identidade no pensamento, ciente de que é ela o supremo bem do homem. Nunca podemos ser plenamente livres, mas podemos em todas as circunstâncias ser inteiramente idênticos. Só que, se o preço da liberdade é pesado, o da identidade dobra. A primeira, pode-nos ser outorgada até por decreto; a outra, é sempre da nossa inteira responsabilidade."
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