- Os analistas que, há meia dúzia de meses, previam o barril de crude a 200,00 USD, actualizam as suas previsões e concluem que, dentro em pouco, o preço andará pelos 50,00 USD;
- As Bolsas, apesar das injecções, continuam com arritmia;
- As "altas cabeças pensantes" pedem tempo para se pronunciarem e só arriscam prognósticos lá para o fim do jogo;
- Os génios que descobriram a alavancagem sem limites já perderam a ilusão de virem a ser Nobel. Contentaram-se com os prémios recebidos, saíram pela "esquerda baixa" e não estão disponíveis nem para comentar a peça.
Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Crise (3)
sábado, 18 de outubro de 2008
Crise (2)

Um retrato do que somos enquanto povo, fotografado pelo olhar crítico e satírico de um grupo de gente jovem que, "agora sim", tem de dar a volta a isto.
Vale a pena ouvir e, já agora, consultar os fundamentos da petição que está disponível na Net, para que o Movimento perpétuo associativo se torne Hino Nacional.quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Crise
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Efemérides
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Palavras bonitas
RECUSA
Convosco, não, traidores!Que poeta decente poderiaAcompanhar-vos um segundo apenas?À quente romaria do futuroNão vão homens obesos e cansados.Vão rapazes alegres,Moças bonitas,Trovadores,E também os eternos desgraçados,RevoltadosE sonhadores.
domingo, 21 de setembro de 2008
ESTILHAÇOS
- Se o Governo Bush não interviesse na AIG, as reformas de uma grande parte da população americana desapareceriam;
- A crise foi suavizada com a socialização dos prejuízos. Daqui a algum tempo, de novo se privatizarão os lucros, em busca da sempre eficiente gestão privada.
««««««««««»»»»»»»»»»
Com a devida vénia, um pequeno extracto da crónica de Miguel Sousa Tavares, no Expresso desta semana:
(...) No antigo faroeste americano, os que eram apanhados a fazer batota ao jogo eram despidos de tudo, pintados com alcatrão, cobertos de penas e expulsos da cidade. Hoje recebem milhões de indemnização para se irem embora e reformas vitalícias que são um escândalo público. Porque, quando a honra deixa de ser uma valor na vida em sociedade, a vergonha não pesa nada. (...).
GERAÇÃO / TRADIÇÃO
Com a tez franzida, marcada pelos anos e pela dureza do campo onde sempre trabalhou, pergunta à jovem elegante e bem parecida:
- Morreu-te alguém?
- Não !
- Ah .. toda de preto …
- Calhou assim hoje … gosto muito de preto.
- E o que vais vestir quando os teus pais morrerem?
Guardou no bolso as notas da pensão que acabara de levantar, murmurou algumas palavras "para dentro" e saiu.
A jovem ficou, corada, e sem resposta.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
MERCADO

quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Ideias
Na anedota, velha de barbas brancas, o madraço encontra o amigo e diz-lhe:
- Tenho um problema grave: de vez em quando dá-me uma vontade louca de trabalhar ...
- E que fazes, alma de Deus?
- Sento-me, calminho ... e espero que passe!
Trabalhar fora do local onde se reside tem algumas, poucas, vantagens e uma delas é, sem sombra de dúvida, a viagem.
Sem outra companhia que não a voz do António Macedo nas manhãs da Antena 1 e a música do Baile de Máscaras e outros, da 2, à tarde, os neurónios tendem a rebuscar "estórias" e, mentalmente, vão-se desenvolvendo grandes prosas que um dia, com um pouco de sossego, hão-de passar primeiro ao papel e depois ao Blog.
Tudo pensado ao pormenor, para que, primeiro, eu me delicie com o produto final e depois, que desperte algum interesse aos (poucos) leitores do Blog.
Chegado a casa, pego na Visão, leio António Lobo Antunes e concluo:
- Senta-te, calminho, e espera que passe ...
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Palavras bonitas ...
DIA DE HOJE
Ó dia de hoje, ó dia de horas claras
florindo nas ondas, cantando nas florestas,
no teu ar brilham transparentes festas
e o fantasma das maravilhas raras
visita, uma por uma, as tuas horas
em que há por vezes súbitas demoras
plenas como as pausas dum verso.
Ó dia de hoje, ó dia de horas leves
bailando na doçura
e na amargura
de serem perfeitas e de serem breves
Sophia de Mello Breyner Andresen
Dia do Mar
Caminho