Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.
domingo, 13 de março de 2011
Fim de semana
domingo, 6 de março de 2011
Palavras bonitas
Mas a natureza também aparece, e muito,
nesta viagem.
O vento, por exemplo, que poderá parecer
elemento neutro,
que distribui os ligeiros incómodos por ricos
e pobres,
mas na verdade é apenas hábil:
nos fracos provoca frio e nos fortes é leve brisa que
acalma o calor excessivo.
Canto I - 91
Um dos cobardes, numa recaída afoita
que até o mais medroso tem,
pegou ainda, durante a fuga, numa forte pedra,
mas com a má pontaria, que nervos excessivos
sobre as omoplatas e o cotovelo provocam,
acabou por acertar em cheio
na praticamente vazia cabeça do velho pai.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Tributo à minha mãe
são os anos que passaram.
Tantos quantos são os dias
das muitas semanas em que me deste
o melhor.
Sete são as cores do arco-íris
com que pintaste o quadro
de uma vida tão cheia quanto dura
por vezes até madrasta.
Sete são as notas de uma música
de valores
que me ensinaste a tocar
tão bem. (aprendi?)
São incontáveis as horas
de sono que te roubei
sem saber.
E não consigo contar
as outras, que, bem sabendo,
te deixei bem acordada.
Recebi, em paga disso,
uns ralhetes disfarçados
uns escudos escondidos
uns conselhos murmurados
que ficaram
cá bem no fundo de mim.
Foste assim ... e não me esqueço.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Livraria 107
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Tributo
domingo, 20 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Inverno
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Que parva que eu sou ...
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Palavras bonitas
PERDASFaltam sombrasà minha porta.Quando a noite desce,o Joaquim já não vemespreitar a maré.Um ataque deixou-ocom o lado direitoesquecido e morto.Ergue-se a manhãe a Natália, que o não larga da mão,não vem beber a malga do café à beirada.Um dia, também, não estarei maispara registar as perdas.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Manifesto, revolta ou realismo
Já antes tinha "postado" sobre os Deolinda.
Aquando do primeiro trabalho apresentado e após um excelente concerto nas Caldas, disse o que me ia na alma aqui.
Dois anos depois, por alturas do lançamento do segundo CD, voltei a manifestar-me aqui.
Agora, enquanto se aguarda um novo trabalho discográfico, aparece outra surpresa deste grupo, que transporta ar fresco e qualidade musical, juntando a isso letras incisivas, que espelham criticamente o que vai por cá, numa demonstração de que, afinal, há jovens com espírito, irreverência e qualidade, que nos cabe escutar e que merecem ser ouvidos.
Dos recentes concertos ao vivo, mais um "hino" dos Deolinda:
Sou da geração casinha dos pais,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou!
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar, que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração vou queixar-me pra quê?
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração eu já não posso mais
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar, que mundo tão parvo