
Se fosse convidado para um dos muitos debates que, sobre o caso BPN, se têm realizado nos vários canais televisos, o Zé diria:
- Ao "puxar a brasa à sua sardinha", Oliveira e Costa mostrou que "quem mente nunca acerta".
Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.

Hoje, bem cedo, num apontamento de António Macedo intitulado "as canções da vida" de pessoas que convida para essa escolha, a Antena 1 recordou a Geni, de Chico Buarque.
Composição gravada há cerca de 30 anos no album Ópera do Malandro, faz parte de um espectáculo musical com o mesmo nome, com inúmeras representações no Brasil e que tive a felicidade de ver, há alguns anos, no Coliseu dos Recreios.
FRONTEIRA
De um lado terra, doutro lado terra;De um lado terra, doutro lado terra;De um lado gente, doutro lado gente;Lados e filhos desta mesma serra,O mesmo céu os olha e os consente.O mesmo beijo aqui, o mesmo beijo além;Uivos iguais de cão ou de alcateia,E a mesma lua lírica que vemCorar meadas de uma velha teia.Mas uma força que não tem razão,Que não tem olhos, que não tem sentido,Passa e reparte o coração
Do mais pequeno tojo adormecido.
Comemoro o meu aniversário natalício no Dia da Liberdade, que o não era quando vim ao mundo.
A casualidade faz com que as pessoas das minhas relações se lembrem, num dia tão importante, desta coisa comezinha que é o meu dia de anos.
Uma vez mais, neste ano, foram inúmeros os contactos que recebi, pelas mais variadas vias.
TROVA DO VENTO QUE PASSA (Incompleta)
Pergunto ao vento que passaPergunto ao vento que passaNotícias do meu paísE o vento cala a desgraça
E o vento nada me diz
Pergunto aos rios que levamTanto sonho à flor das águasE os rios não me sossegamLevam sonhos deixam mágoas. …
Pergunto à gente que passaPor que vai de olhos no chão.Silêncio – é tudo o que temQuem vive na servidão. …
E a noite cresce por dentroDos homens do meu país.Peço notícias ao ventoE o vento nada me diz.
Mas há sempre uma candeiaDentro da própria desgraçaHá sempre alguém que semeiaCanções no vento que passa.
Mesmo na noite mais tristeEm tempo de servidãoHá sempre alguém que resisteHá sempre alguém que diz não.

MÁQUINA DO MUNDO
O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta da nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.