Fui ao "Baeta"!
Apesar de já faltarem muitos, a "trunfa" vai continuando a crescer e a criar desconforto com o calor e a praia. E porque não sou egoísta, preocupa-me o rendimento do barbeiro, que apenas vive do seu trabalho e este depende da frequência dos que se sentam na cadeira.
Como de costume e porque estou já na fase de repetir imenso as mesmas larachas, disse-lhe para cortar os brancos e deixar os pretos, que a minha imagem ficaria muito grata ...
Sem papas na língua, como é apanágio de qualquer barbeiro que se preze, retorquiu:
- É impossível. Na sua cabeça, a tesoura já não os consegue descortinar. Quem sabe, talvez um dia a IA resolva ...
Não resolve. Os cabelos pretos já desapareceram há muito, mas estou tentado a procurar uma solução credível e bonita. Acho que mereço e parece-me que já descobri a solução, copiando quem sabe.
Ou é da minha vista ou o nosso Primeiro-Ministro já conseguiu a recauchutagem da "mona", talvez depauperada com as recentes controvérsias, das digitalizações ao atrelado. Pena foi que (se a minha vista estiver certa) mandasse fazer o trabalho com uma tintazeca castanha, um bocado mal amanhada. Não deve ter escolhido o "Baeta" certo.
Não fica grande coisa e é pena! O branco dos cabelos fazia pendant com a cor habitual do vestido da esposa e, nos dias de hoje, isso é deveras chique, para não dizer obrigatório.
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