segunda-feira, 27 de julho de 2026

Nevoeiro

Ainda não é tempo de chuva, muito menos de geada ou de neve nas terras altas. E esta coisa de não ser tempo de algo tem que se lhe diga. É muito importante e deveria estar na cabeça, e nas atitudes, de todos nós, mas não é fácil.

Realizar tudo no tempo devido permitir-nos-ia ser impecáveis, sem erros nem omissões, criaturas perfeitas, dignas de figurar nos anais e de ser invejados pelos vindouros.

Porém ... quem nunca fez nada errado que "atire a primeira pedra", não sem antes rever, segundo a segundo, toda a sua "exemplar" vidinha para evitar que a pedrinha lhe parta a cachimónia. Se "errar é humano", qual é a dificuldade de achar o tempo próprio para confessar o erro, pedir a desculpa devida, clarificar a causa e a justificação, e garantir que vai tentar não repetir o mesmo.

Começa-se em criança, prossegue-se em jovem, repete-se em adulto e, velho, idoso ou ancião, sabe-se que, de vez em quando, "arroz queimado".

Tudo parece simples, sem necessidade de um qualquer workshop ou mentor de autoajuda. Quando muito, dorme-se uma noite sobre o assunto e, no dia seguinte, explicita-se, clarinho, a asneira feita, esteja sol radioso ou chovam picaretas.

Mães, pais e outros educadores sempre ensinaram isto, mesmo no tempo em que a "galheta" servia para memória futura. 

Os tempos são outros e, por isso, o país vai aguardando (ansiosamente ou talvez não) que o tempo da explicação da piscina e do atrelado do senhor Ministro da Administração Interna surja nem que seja numa manhã de nevoeiro com a que hoje estava na Foz.

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