domingo, 9 de agosto de 2026

Flagrante

"A vergonha passei-a eu", não por ter ficado com as calças na mão como o Zambujo quando canta as palavras de Maria do Rosário Pedreira, mas por ter partido a cadeira, emprestada, e caído na areia lustrosa, e quente, da praia do Porto Santo. 

E como é difícil a um velho, desajeitado, "sobreviver" ao riso que dele se apodera quando se vê esparramado, sem força nem jeito para se levantar, apesar do apoio de quem, solícito, se apressa e dispõe a dar uma ajuda benfeitora, redentora e remissiva dos eventuais pecados cometidos.

Valeu que não havia câmaras por perto e, pelo menos que se tenha dado por isso, não há registos nas redes ditas sociais nem na CMTV. Mas ninguém pode garantir que um qualquer "repórter" desses que inundam a via pública não tenha já dado publicidade ao acontecido.

A coitada da senhora, que se condoeu com as dificuldades "colunais" de um ancião leitor sem cadeira na praia, confirmou que os ditados populares são verdades insofismáveis: "Quem empresta nunca melhora!" 

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