Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Aniversário
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Escultura ...
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Começar de novo ...
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
ANO VELHO, ANO NOVO
No fundo, talvez igual a tantos outros; as gavetas da memória estão acamadas de passado e apenas surgem as "roupas de cima".
Depois do virar que acontece, com duas horas de avanço, lá longe, no berço da civilização, onde está uma parte de nós, contam-se os últimos segundos cá no cantinho...
Surge o Novo, prenhe de desejos, expectativas, efabulações, esperanças, que o futuro começa sempre amanhã e ... vai ser melhor.
Viva 2010!
Bom Ano para todos!
sábado, 26 de dezembro de 2009
Livros (lidos ou em vias disso)
Toda a vida, antes da doença e durante a doença, a minha mãe contou-nos e contou-nos
- Oiçam isto
que em pequena a minha avó acompanhava a minha bisavó de visita a senhoras que moravam em andares antigos na parte antiga de Lisboa, salas e corredores numa penumbra perpétua onde as pratas e as loiças a seguiam e a minha avó com dez ou onze anos a pensar
- Como esta casa deve ser triste às três horas da tarde (...)
E acaba, como verifiquei hoje ao chegar ao fim:
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Palavras bonitas
NATAL, E NÃO DEZEMBRO
Entremos, apressados, friorentos,numa gruta, no bojo de um navio,num presépio, num prédio, num presídio,no prédio que amanhã for demolido ...Entremos, inseguros, mas entremos.Entremos, e depressa, em qualquer sítio,porque esta noite chama-se Dezembro,porque sofremos, porque temos frio.Entremos, dois a dois: somos duzentos,duzentos mil, doze milhões de nada.Procuremos o rastro de uma casa,a cave, a gruta, o sulco de uma nave ...Entremos, despojados, mas entremos.Das mãos dadas talvez o fogo nasça,talvez seja Natal e não Dezembro,talvez universal a consoada.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Natal
Estamos quase lá, num ano em que muita coisa aconteceu, incluindo a avaria, costumada cá na casa, de um electrodoméstico. Calhou em sorte a máquina de lavar louça, cuja substituição deverá acontecer daqui a 2 dias, com a entrega da nova, entretanto adquirida.
Neste ano, para além de não poderem comprar electrodomésticos novos, haverá muitos que não terão bacalhau, cabrito, filhós, prendinhas e tantas outras coisas. Para esses a voz, grande, de Zeca Afonso, porque o difícil é fazer simples.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Dança o cão, dança o gato, dança o feijão carrapato
domingo, 15 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Palavras bonitas
IMPRESSÃO DIGITAL
Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.
Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros, gnomos e fadas
num halo resplandecente.
Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.