Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.
sábado, 15 de março de 2014
A dívida, a Pátria e o futuro
sábado, 8 de março de 2014
Palavras bonitas
N'aquelle "pic-nic" de burguezas,
Houve um cousa simplesmente bella,
E que, sem ter historia nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.
Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão de bico
Um ramalhete rubro de papoulas.
Pouco depois, em cima d'uns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão de ló molhado em malvasia.
Mas, todo purpuro a sahir da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro de papoulas!
Cesário Verde
O livro de Cesário Verde
Fac-simile da 1ª. edição (1887), editada pelo jornal Público
domingo, 2 de março de 2014
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Quotidiano
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Quotidiano
sábado, 25 de janeiro de 2014
E a noite roda
domingo, 5 de janeiro de 2014
EUSÉBIO
Faleceu hoje um dos ídolos da minha juventude, que tinha cerca de dez anos mais do que eu.
Lembro-me, como se fosse hoje, dos grandes jogos do Benfica e da Selecção Nacional, quer pelos relatos que, nessa época, eram a fonte quase única da informação ao momento, quer pela televisão, que dava os primeiros passos nas transmissões directas, quer pelas presenças, poucas, no velho Estádio da Luz.
O Portugal-Coreia do Norte, disputado no Campeonato do Mundo de 1966, apanhou-me com 14 anos feitos há muito pouco tempo e em situação complicada da vida. Por tudo isso, é um marco, um hino ao futebol e uma recordação inesquecível.
domingo, 29 de dezembro de 2013
Balanço ou estatística
sábado, 21 de dezembro de 2013
Natal

Percorro o dia, que esmorece
nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na muita pressa e pouco amor.
Hoje é Natal. Comprei um anjo
dos que anunciam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
e o efeito em casa saiu mal.
Valeu-me um príncipe esfarrapado
a quem dão coroas no meio disto,
um moço doente, desanimado…
Só esse pobre me pareceu Cristo.
Vitorino Nemésio
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
As voltas do mar
A "aberta" fechou!
