sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Convívio

Não concordo muito com a proliferação dos "Dias" disto e daquilo, por razões várias, uma das quais tem a ver com a banalização de tudo e de nada. Porém, hoje é o Dia Mundial da Diabetes e esta moléstia, por si só, justifica que me dobre e me renda à evidência da necessidade de estarmos atentos ao problema. Muitos especialistas consideram que a Diabetes se está a tornar um caso preocupante de saúde pública, a juntar a muitos outros que por aí andam.

A pouca experiência diz-me que não é uma doença "fácil", pela cobardia de que faz uso, não se mostrando e dando poucos sinais de alerta. Para agravar, os portadores dominam a arte da dificuldade em conviver com "é melhor não" perante gulodices apetecíveis e de recordações infinitas.

São demasiados hidratos, bolos nem pensar, que não os há sem açúcar, chocolate, só do negro e poucochinho, três peças de fruta diárias já é demais, um cacho de uvas, longe, bem longe, meia dúzia de figos moscatel, um crime, uma tangerina e já vais com sorte, legumes, legumes.

Valha-nos o RAP que, como sempre, demonstra no seu último livro de crónicas - Mundo, pára quieto - , que "rir é o melhor remédio".

Tentemos ceder apenas a esta tentação ... 

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