Por força da profissão que exerci durante quase 40 anos, aprendi, logo no início, que o 31 de Outubro era o Dia Mundial da Poupança. Já por aqui deixei a recordação do mealheiro que era oferecido para incentivar a poupança que, na altura, tinha juros atraentes quando comparados com os de agora.
- Mas a inflacção tudo devorava, retorquirão alguns, sempre com a resposta na ponta da língua.
- E agora?
Simplesmente igual, como se verifica quando se chega à caixa automática do supermercado ou à bomba de gasolina, onde o cliente executa as tarefas dos empregados que ... já foram.
Para cúmulo, os bancos "armadilharam" as renovações dos depósitos, na esperança de os clientes estarem desatentos e deixarem que, também aqui, o automatismo lhes trate de tudo.
Há dias, o jornal Público chamava a isto, com alguma brandura de linguagem, a nova ratoeira, que visa aproveitar ao máximo o lucro, fácil, nem que seja por apenas um dia. O vencimento ocorre no final do dia previsto e não pela manhã, como outrora. Deve ser o computador ou a IA que entende dever esperar até ao final do dia, não vá o diabo tecê-las!
Longe vão os tempos do primado do cliente e da clareza de procedimentos ...
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