segunda-feira, 5 de outubro de 2026

República

No dia de aniversário da República impõe-se, sem pretensiosismos nem manias pseudointelectuais, uma pequena reflexão sobre o mundo que os horizontes, curtos, me permitem descortinar, avaliar e, fundamentalmente, temer, não por mim mas por aqueles que me seguem e por cá ficarão em condições que nunca pensei pudessem repetir-se.

Ontem houve eleições no Brasil e, em Espanha, foram antecipadas para o próximo mês de Novembro. No primeiro, Lula ainda irá disputar a segunda volta, embora tudo pareça indicar que acontecerá o regresso ao "bolsonarismo", agora representado pelo filho do pai, acolitado pela restante família, santificado pelos evangélicos e com o apoio declarado dos doláres e da melena. Aqui ao lado, também o "barril" se está a entornar para a direita, com a "pólvora" a preparar-se para ditar leis e comportamentos.

Por cá, o "justiceiro" brande a sua "espada", inunda o país de cartazes, fomenta o ódio e a desconfiança, instala uma nova linguagem mentirosa e cada vez mais tabernal.

Lá mais ao longe (ou será perto?), o homem da melena continua a fazer das suas, fazendo do azul preto e do verde amarelo, com a mesma facilidade com que se misturam guaches, sustentando o Bibi e querendo eliminar tudo o que lhe possa fazer frente, incluindo uma civilização milenar.

Na fronteira da Europa, a guerra continua a semear desgraça, com o general da "operação especial" a fazer o que quer, borrifando-se nas sanções europeias e nas reprimendas, terríveis, da senhora Ursula.

Ainda bem que se deu a bronca entre Jesus e o Cristiano. Há tema assegurado até ao Natal  ...

Sem comentários: