segunda-feira, 29 de junho de 2009

Naveg@ndo pelo Oeste

Joana Leite Silva dedica a sua coluna da Gazeta das Caldas à Casa da Ginja, analisando, com demasiada benevolência, alguns dos seus conteúdos e enfatizando esta aventura, que mais não é do que uma catarse regular das marés que o quotidiano transporta.
Por razões diversas, entre as quais uma noite mal dormida no "hotel" do Serviço Nacional de Saúde, ali bem encostadinho à Mata Rainha D. Leonor, só hoje tive oportunidade de ler o texto.
Na contabilidade da semana que passou, pareceu haver mais "baixas-mar" do que "marés-cheias", mas só pode ser "ilusão de óptica". Tal como dois e dois são quatro, a seguir à baixa-mar vem sempre a maré cheia, ainda que por vezes não pareça. Só há que aguardar ... ( O senhor de La Palice não faria melhor)
Naturalmente que a Casa agradece (e muito) a referência na coluna da Gazeta e, embora não "embandeire em arco", fica com o "ego" mais forte e com vontade de continuar ...
P.S. - Já alterei o "cabeçalho" do Blog. A rua, depois de promessas com mais de 10 anos, passou a ter, desde Abril, um único sentido de trânsito.

sábado, 20 de junho de 2009

País difícil

De manhã, o barbeiro, comentando a SIC Notícias:
" O melhor era que as eleições fossem todas no mesmo dia: as autárquicas, as dos deputados e ... as do Benfica. Havia muito mais gente a votar ..."
À tarde, no Expresso, Miguel Sousa Tavares, põe, uma vez mais, o dedo na ferida:
"... A mediocridade há-de sempre querer que o nivelamento se faça por baixo. Há-de sempre querer afastar critérios que assentem no mérito, no trabalho, no talento, na honestidade, nos valores. O que distingue um país com futuro de outro que o não tem é justamente o desfecho desse embate. Em Portugal premeia-se o absentismo e a rotina; desculpa-se a incompetência e aceita-se resignadamente a burocracia e o autoritarismo imbecil; perdoa-se a ausência de valores éticos a todos os níveis e trata-se socialmente por senhores os que nada mais são do que bandidos; condecora-se o triunfo empresarial por favor político; perdoam-se os impostos e os crimes fiscais aos grandes vigaristas, enquanto se persegue implacavelmente o pequeno e honesto devedor ou aqueles que mais impostos pagam e que não fogem ao fisco; arquivam-se os crimes que são difíceis de investigar e tortura-se a mãe da Joana, transformando os responsáveis em vedetas mediáticas; consente-se o indecoroso tráfico de influências entre o poder político e a advocacia de negócios e pretende-se calar o bastonário dos advogados que, à revelia dos bons costumes, denuncia o que todos sabem ser verdade."
Apesar do pessimismo de MST, continuamos a assistir a grandes mudanças, que contribuirão, e muito, para um futuro risonho: Paulo Rangel ainda não foi para Bruxelas e já encara a possibilidade de voltar, para dar uma mãozinha; Elisa Ferreira irá ou não, de acordo com a vontade que há-de ser expressa pelos portuenses, no referido tal dia; Valentim Loureiro, apesar das cabalas da Judiciária, há-de ser reeleito "alcaide" de Gondomar, por que não é arguido; o mais provável é que a Isaltino Morais aconteça o mesmo; cá pela cidade, também já temos a garantia da continuidade ... e a certeza de que, afinal, existem uns quantos que, pensando e agindo por nós, nos assegurarão o futuro.
Portugal continua no seu melhor ...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Eleições

Aconteceram, ontem, para o Parlamento Europeu.
Uma vez mais, as ausências foram bastante superiores aos participantes, sendo obrigatória e urgente uma reflexão, da parte dos eleitos, sobre a sua efectiva representatividade.
Mais de sessenta por cento dos eleitores inscritos não puseram os pés nos locais de voto, uns por não lhes apetecer, outros por terem sítios mais apelativos para visitar, alguns por protesto, bastantes por comodismo e uns quantos (não se sabe o número) por, embora mantenham a sua inscrição nos cadernos, já não pertencerem ao número dos que podem influenciar os resultados.
Trinta e cinco anos após se ter conseguido o direito de votar, causa alguma "comichão" verificar que, mais coisa menos coisa, apenas um em cada três cidadãos votou para o Parlamento Europeu.
Espera-se que os partidos corrijam o tiro e apareçam com linguagem clara e esclarecedora, capaz de mobilizar a grande maioria, deixando o discurso "politiquês", redondo e inócuo, que premeia a incompetência subserviente e elege como inimigo quem ousa tentar discutir ideias.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Análise


Se fosse convidado para um dos muitos debates que, sobre o caso BPN, se têm realizado nos vários canais televisos, o Zé diria:

- Ao "puxar a brasa à sua sardinha", Oliveira e Costa mostrou que "quem mente nunca acerta".
No Tribunal da opinião pública, Dias Loureiro não consegue demonstrar que "quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado vem" e confirma a Cavaco que "amigos, amigos, negócios à parte".
Cadilhe, entretanto, evita "rir do mal do vizinho, que o seu pode já vir a caminho", embora o seu PPR esteja, em princípio, a bom recato e protegido pela legislação criada por ele próprio, quando era Ministro das Finanças.
Apesar de todas as modernices, parecem não restar dúvidas que, como sempre, "quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão".

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Geni e o Zepelim

Hoje, bem cedo, num apontamento de António Macedo intitulado "as canções da vida" de pessoas que convida para essa escolha, a Antena 1 recordou a Geni, de Chico Buarque.

Composição gravada há cerca de 30 anos no album Ópera do Malandro, faz parte de um espectáculo musical com o mesmo nome, com inúmeras representações no Brasil e que tive a felicidade de ver, há alguns anos, no Coliseu dos Recreios.

Recentemente, no CCC, revisitei a genialidade de Chico Buarque, assistindo ao musical Gota d'Água que, sendo um bom espectáculo, não atinge o esplendor e a beleza da Ópera.

Abreviando e voltando ao início: a Geni é fabulosa e mantém, apesar dos seus mais de 30 anos, toda a actualidade. Estão lá os preconceitos, a ingratidão, os fins a justificarem os meios, "qualidades" que, por cá, se vão mantendo em abundância.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Desemprego

Um contrato que não se renova e mais um a engrossar a longa lista, que pode ter erros, omissões, deficiências informáticas, registos perdidos, mas é cada vez maior.
O posto de trabalho justifica-se e a substituição impõe-se.
A empresa de trabalho temporário resolve o problema: coloca a "mão-de-obra", com contrato mensal, sem férias, sem subsídios, sem perspectivas, sem horizontes, "carne para canhão".
Mais um posto de trabalho criado ... e novo.

domingo, 17 de maio de 2009

Fim de semana

O Museu José Malhoa foi remodelado.
Está mais bonito, arejado, afectuoso, até parece maior!
As ligações ao exterior dão-lhe uma profundidade e uma luz tão cativantes, que as obras expostas adquirem (ainda) mais vida própria.
A Vida de Cristo, de Rafael Bordalo Pinheiro, está agora num local nobre, os quadros sobressaem mais, as esculturas ganham vida nas ilhas que vão aparecendo ao longo do percurso.
A Matilde (posso tratá-la assim) está de parabéns. O trabalho e dedicação de uma vida àquela casa saltam à vista.
Amanhã é (mais um) dia de festa no Museu e hoje, Domingo, toda a gente que lá trabalha (Directora incluída) se afadigava nos preparativos, depois de, ontem, terem organizado uma noite no Parque, recreando o ambiente dos "Loucos anos 20".
Atravessado o Parque, um saltinho ao Centro de Artes e a primeira visita ao novo Espaço da Concas.
Vale a pena, pelos quadros e desenhos de uma artista prematuramente desaparecida e pela dedicatória implícita na única obra exposta que não é da sua autoria.
É bom passear nesta cidade.

Palavras bonitas

FRONTEIRA


De um lado terra, doutro lado terra;
De um lado terra, doutro lado terra;
De um lado gente, doutro lado gente;
Lados e filhos desta mesma serra,
O mesmo céu os olha e os consente.

O mesmo beijo aqui, o mesmo beijo além;
Uivos iguais de cão ou de alcateia,
E a mesma lua lírica que vem
Corar meadas de uma velha teia.

Mas uma força que não tem razão,
Que não tem olhos, que não tem sentido,
Passa e reparte o coração
Do mais pequeno tojo adormecido.

Libertação
Miguel Torga
Gráfica de Coimbra (1978)

terça-feira, 5 de maio de 2009

4' 52''

No interior de um mail parco em palavras, o endereço.
A curiosidade tinha sido aguçada por SMS, com um singelo "vai ao mail", sem quaisquer pistas sobre o enigma.
No assunto, um Ai, Jesus, que criou algum alvoroço e uma ligeira descompensação da máquina.
Pouco antes do contacto de rotina com os "frutos da Ginja", as novas tecnologias levaram-me ao cinema, no pequeno ecran do computador da secretária.
E vi, vi de novo, tornei a rever hoje; um pequeno documentário, um "thriller" de uma grande metragem que está a ser realizada e vai dar um grande filme!
E que belo é o cinema ...