Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.
domingo, 17 de outubro de 2010
Foz do Arelho
sábado, 16 de outubro de 2010
Inveja
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Palavras bonitas
Sê como és: o sol é bom,
o ar vivaz.
Do azul aos azuis, do verde aos verdes,
a terra é menina e o tempo rapaz.
Também tu és menina
(um bichinho rebelde, de tão natural!)
e correr descalça era mesmo o que querias,
mas seria indecente nesta capital ...
E enquanto, doutro verde possuído,
em versos me explico, bem ou mal,
à primavera corres, já descalça,
por uma relva ideal!
domingo, 10 de outubro de 2010
Foz do Arelho
Hoje estava assim, no final da tarde. Aguardemos ...
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Quotidiano
Num dia que começou atribulado, com pouco mais de oitenta quilómetros percorridos em quase três horas, por uma auto-estrada com obras que nunca mais terminam, com a chuva a misturar-se com o pó e a fazer uma estranha "papa" que alimenta os acidentes, com o "senhor" do rádio a dizer que o trânsito está parado no IC 19, no nó de Frielas, na A5, no viaduto do Feijó, etc., e a recomendar aos "senhores" condutores que conduzam com a máxima precaução (necessária para não dar um toque no da frente, quando se distende, por momentos, o pé que está no travão), segue um número inacreditável de veículos a passo de caracol.
No final da jornada, cansativa e longa, a mesma dança, com a chegada a casa atrasada com mais acidentes, numa altura em que a noite, sem ser ainda velha, já tinha passado há muito a adolescência.
Valha-nos ser quinta-feira, dia em que Vargas Llosa foi distinguido com o Nobel da Literatura, prémio que ainda não foi desta que contemplou António Lobo Antunes. Talvez seja melhor assim, não fosse dar-se o caso de o marketing do Nobel tirar o tempo ao nosso escritor para nos oferecer os, como ele diz, nossos livros - entregar-nos-á outro ainda este mês - e as crónicas com que, quinzenalmente, nos delicia na Visão. A desta semana, conta a história de um cabo ferrador que cumpriu serviço militar em Chaves e termina assim:
levantou-se da cadeira e foi-se embora, aposto que sem pensar em Chaves, nos montes, nas gajas, todo inteiro no interior de uma incomodidade com picos que o atormentavam, o filho morto em criança, a mulher ida com um caixeiro viajante, os duzentos euros, a sopinha. Mas havia de acabar por animar-se
- Isto já passa amigo
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ciência em alta
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Palavras bonitas
Nos 100 anos da República, que hoje se comemoram, sempre com a esperança de que os seus ideais se mantenham bem vivos e que, apesar dos escolhos e da falta de capacidade de alguns "pedreiros", a razão e o interesse de todos se sobreponha, sempre, às mesquinhas conveniências de cada um.HINO À RAZÃORazão, irmã do Amor e da Justiça,Mais uma vez escuta a minha prece,É a voz dum coração que te apetece,Duma alma livre, só a ti submissa.Por ti é que a poeira movediçaDe astros e sóis e mundos permanece;E é por ti que a virtude prevalece,E a flor do heroísmo medra e viça.Por ti, na arena trágica, as naçõesBuscam a liberdade, entre clarões;E os que olham o futuro e cismam, mudos,Por ti, podem sofrer e não se abatem,Mãe de filhos robustos, que combatemTendo o teu nome escrito em seus escudos!









