Estou quase no fim de um livro escrito por um autor que desconhecia e de quem nunca tinha ouvido falar. Angolano, chama-se Adolfo Maria e, no livro, pretende relatar (nem analiso se com alguma parcialidade) a realidade da vida da maioria da população angolana.
Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Livros (lidos ou em vias disso)
A França foi ontem, de novo, vítima da barbárie e da intolerância de alguns, que redunda sempre em prejuízo de todos.
A personagem que "fala" no pequeno extracto abaixo é João Sousa, conhecido no Bairro do Cazenga como kota Medito.
" (...) medito em tudo o que aqui foi dito, medito na difícil situação que estamos a viver, medito nisto que todos do bairro estamos a fazer e que é muito importante, estamos a mostrar a nossa dignidade. Por isso, não posso aceitar propostas de violência sobre os nossos, todos estamos a sofrer e umas pessoas aguentam mais que outras. No mundo não somos iguais a reagir, só somos iguais na nossa condição de humanos, que pensam e querem ser minimamente felizes. Portanto, proponho que se fale a verdade àqueles que estão a ficar receosos; dizemos-lhes, sim senhor, que a situação é difícil, mas se conseguirmos resistir - e tem de ser todos porque isso é que dá força - se conseguirmos resistir, vamos poder ganhar a nossa causa e, depois, ter melhores tempos para todos."
Naquele dia naquele Cazenga
Adolfo Maria
Edições Colibri (2016)
O Sequeira no lugar certo
O quadro "A Adoração dos Magos", de Domingos Sequeira, foi ontem colocado no renovado Piso 3 do Museu Nacional de Arte Antiga, após ter sido adquirido na sequência de uma campanha pública iniciada em Outubro de 2015 na qual foi feito o apelo para que a participação das pessoas impedisse que a obra fosse vendida a particulares ou saísse do País.
Contribuí com alguns "pontinhos" e conto, agora que iniciei as férias, dar um salto à capital para o admirar no local que lhe pertence: acessível a todos.
Feliz ideia que tal permitiu.
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Euro 2016
Portugal, 1 - França, 0
Campeões, campeões, (nós) eles (somos) são campeões!!!
A emoção ainda tira a capacidade de discernir se devo pronunciar-me sobre o que ontem aconteceu ou se, pelo contrário, é preferível não exteriorizar para que não pareça querer ser "juiz em causa própria".
Portugal é Campeão Europeu de Futebol, pela primeira vez na sua história e, a essa história, ficarão ligadas duas pessoas que me dizem muito: a primeira, o grande timoneiro da nau que chegou a bom porto - Fernando Santos - a quem me liga uma amizade de mais de 50 anos; a segunda - Ricardo Sousa Santos - que é "apenas" meu filho.
Um orgulho imenso, que as lágrimas que vão surgindo a cada passo nos meus olhos, confirmam e acentuam.
Já lá vão quase dois anos e, ainda que eu não saiba da "missa metade", muito trabalho deu àquela gente toda o sucesso que ontem o País, cá dentro e lá fora, festejou efusivamente.
De parabéns estão os 23 jogadores que foram a França, os técnicos, o apoio e aqueles que, por uma razão ou por outra, não estiveram presentes neste Campeonato que foi o primeiro mas não será o último.
Ontem confirmou-se, se ainda era necessário, que a sorte dá MUITO TRABALHO!
Parabéns a todos os que planearam, executaram, compareceram, apoiaram e vibraram com esta esplendorosa VITÓRIA.
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Euro 2016
Portugal, 2 - País de Gales, 0
E agora, PARIS!!!
E agora, PARIS!!!
Se por cá a alegria extravasa e atinge o país inteiro, o que sentirão os milhares de emigrantes ao verem o principal emblema de Paris com as cores do seu (nosso) País!
terça-feira, 5 de julho de 2016
Netos
E já lá vão 10 anos!
Recentemente, na festa de final do ano da Infancoop, ele e os colegas tiveram uma homenagem por terem concluído o primeiro ciclo e também por ser a despedida da escola que agora deixam.
Emocionei-me várias vezes, coisa que começa a tornar-se vulgar quando estão em causa os meus netos. Será da idade?
Não me parece, porque o Gil me apertou, muito, enquanto lia os textos de um "livrinho" que os avós tinham feito para ser colocado na sua "pasta de finalista".
No final deste Verão vai iniciar uma nova vida, mais agressiva e mais exigente, e para a qual a sua calma e ponderação será ainda mais necessária.
E vai conseguir, como sempre tem conseguido!
E eu espero vê-lo continuar a crescer, inteligente e meigo, trabalhador e brincalhão, respeitando-se a si e aos outros.
Está um homem feito, o meu neto Gil!
Parabéns.
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Euro 2016
Portugal, 1 - Polónia, 1 (5-3, nas grandes penalidades)
Ontem foi (mais) uma noite de nervosismo mas, no fim, foi óptimo ver Ronaldo, Sanches, Moutinho, Nani e Quaresma marcarem, e Patrício defender a quarta grande penalidade da Polónia.
Agora, calmamente e sem ouvir os "teóricos", aguardar até quarta-feira para ver a meia-final com a Bélgica ou o País de Gales, que jogarão hoje, no final da tarde.
Está quase!
terça-feira, 28 de junho de 2016
Certificate of mtDNA testing
Em Abril de 2008, a minha filha, que se iniciava na aventura da investigação, apareceu-me com uma zaragatoa, com a qual me retirou saliva da boca e da garganta. Findo esse trabalho, colocou-a num recipiente que fechou muito bem e disse-me:
- Vou mandar para um Projecto e, daqui a algum tempo, receberás as origens dos teus (nossos) ancestrais.
Assim foi. Passado algum tempo, recebi uma caixa com uma série de documentos que atestam a origem dos meus antepassados na África há 150.000/170.000 anos atrás. Especificam, também, um percurso que sobe ao Mediterrâneo, passa pela Grécia, Alemanha, França e, nesta, aparecem três rumos: um que sobe a Inglaterra, outro que desce à Itália e o terceiro que prossegue até Portugal.
Guardo religiosamente toda a documentação numa das gavetas da minha secretária, reservada para as coisas importantes.
Hoje, o meu amigo ADS fez-me chegar o endereço do vídeo que abaixo reproduzo e no qual se demonstra que, ao contrário do que alguns pensam, afinal todos estamos mais perto uns dos outros do que muitos querem fazer crer.
sábado, 25 de junho de 2016
Euro 2016
Portugal, 1 - Croácia, 0
Ainda a quente e com o coração à procura do ritmo certo ... quando já se aguardava a lotaria das grandes penalidades, Quaresma determinou a passagem aos quartos de final.
Venha a Polónia!
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Netos
Hoje é um dia especial. Não por terem sido conhecidos os resultados do referendo de ontem no Reino Unido, que ditou a saída da União Europeia nem por ser dia de S. João.
Hoje o dia é supremo porque o meu neto DUARTE faz quatro anos, num ano que foi marcado pela chegada do mano Miguel e que lhe ficará na memória por ouvir e ver o papá cantar-lhe os parabéns através do Face Time.
Apesar deste contratempo, que se espera tenha bons resultados para contar no futuro, parabéns meu neto!
Continua a ser meigo, irreverente, simpático, amigo, e a usufruir de tudo o que a Casa tem: dos morangos aos carrinhos de bombeiros, do baloiço ao escorrega, do Faísca ao carro dos pedais e, sobretudo, do prazer que temos sempre que por aqui entras com a tua alegria.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Euro 2016
Portugal, 3 - Hungria, 3
Ontem foi um festival de golos, alguns de encher o olho como o do calcanhar de Cristiano Ronaldo. Duas horas de aperto, a testar o coração e capacidade de sofrimento. Por três vezes a eliminação esteve consumada e, por três vezes, a equipa lutou, deu a volta e conseguiu chegar lá.
Já depois do jogo acabado, o antigo guarda-redes do Sporting disse, numas das televisões, que dois dos golos dos húngaros tinham sido "chouriços". E foi verdade ... mas a carne era nossa!
No próximo sábado, às 20H00, e com o meu neto Duarte já um homem de 4 anos, a selecção iniciará o jogo para eliminar a Croácia.
domingo, 19 de junho de 2016
Euro 2016
Portugal, 0 - Áustria, 0
Ontem foi doloroso e mexeu com aos batimentos do coração do "idoso".
Mesmo que o jogo durasse três horas, nenhuma bola quereria entrar. Até o pénalti do Ronaldo foi ao poste!!!
Não é sorte nem azar, é ... futebol.
Quarta-feira, às 17H00, pode ser que a cidade de Lyon seja talismã e nos ajude a ganhar aos húngaros.
Até ao lavar dos cestos é vindima!
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Palavras bonitas
Pouco passa das sete e meia da manhã; o rádio está sintonizado na Antena 1, para ouvir as últimas do Euro e, logo a seguir, o espaço que David Ferreira preenche habitualmente com músicas já com algum tempo e "estórias" de discos e artistas. Hoje começa com Amália num fado que, sem qualquer dúvida, tem letra de David Mourão-Ferreira. Depois, a revelação:
- "O poeta do amor, meu pai, morreu faz hoje 20 anos."
Tão simples e tão profundo!
ESCADA SEM CORRIMÃO
É uma escada em caracol
e que não tem corrimão.
Vai a caminho do Sol
mas nunca passa do chão.
Os degraus, quanto mais altos,
mais estragados estão.
Nem sustos nem sobressaltos
servem sequer de lição.
Quem tem medo não a sobe.
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora
o lastro do coração.
Sobe-se numa corrida.
Correm-se perigos em vão.
Adivinhaste: é a vida
a escada sem corrimão.
David Mourão-Ferreira
Obra Poética
Editorial Presença
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Euro 2016
Portugal, 1 - Islândia, 1
A "terra do gelo" demonstrou ontem, para quem ainda tinha dúvidas, que não há vitórias antecipadas, que todos os jogos começam empatados e terminam quando o árbitro apita e que o futebol não é tão exacto como a matemática. Mesmo esta, às vezes, tende para infinito.
Os arautos, teóricos, que afirmavam serem "favas contadas", dão agora as explicações longamente teorizadas sobre o que aconteceu e o que teria acontecido se ...
Sábado há mais e a valsa vienense não nos vai embalar: a orquestra, sob a batuta do maestro Cristiano, desafinará a harmonia austríaca e mostrará que, misturando fado, fandango, vira, bailinho e muito trabalho, a música será outra!
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Euro 2016
Há momentos na vida em que é impossível disfarçar o orgulho que nos vai na alma.
Ao ver esta imagem (e muitas outras que por aí circulam), surgem no écran da memória o início, a ausência (apesar do Skype), as noites mal dormidas, a ansiedade, o "terá dito tudo", "estará bem", os jogos "vistos" no computador, as notícias em grego (?!), as manifestações, a violência, a desordem social, os problemas nos estádios, a "tragédia grega" quando tudo começou há quase uma dúzia de anos.
Vai ser mais um mês de ansiedade, colado à televisão, solitário, controlando as emoções, sempre com a esperança que o grande salto final aconteça, por ti, pelo Fernando e pelo meu País que é tão grande e tão maltratado.
Amanhã partes para terras gaulesas e, por muito que me custe, tenho esperança que só regresses em Julho!
Boa viagem, meu filho!
sábado, 28 de maio de 2016
Feira do Livro
Logo pela manhã e depois de uma passagem breve pelo Mercado da Ribeira, a visita ao Atelier Museu de Júlio Pomar, para ver os trabalhos (e muitos estudos) realizados pelo Mestre, com destaque para os que ilustram a sua passagem pela "nossa" Secla e pela Cerâmica Bombarralense.
Após o almoço, o ritual de todos os anos, percorrendo a Feira do Livro instalada no Parque Eduardo VII, num dia de sol que realçava ainda mais a sua beleza.
Umas horas e uns quilómetros depois, uma cerveja bem fresquinha numa esplanada agradável, com o Tejo lá ao fundo e o Marquês a admirá-lo.
Algumas dezenas de euros a menos, mais alguns exemplares para a "biblioteca" e, de entre eles, "O Verão de 2012", de Paulo Varela Gomes, que me faltava e era dado como esgotado. Devo um agradecimento especial à senhora da Tinta da China que, à minha pergunta, retorquiu:
- Já não restam meia dúzia ...
E lá me vendeu um exemplar da 1ª. edição e sem ser "de bolso".
Para mim e por este ano, a Feira encerrou, apesar de os descontos serem convidativos e de, das 22 às 23H, haver 50% em todos os livros.
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Quotidiano
São onze e meia da noite de sábado para domingo.
No Parque D. Carlos I decorre o V Oeste Lusitano, com uma exibição de cavalos e cavaleiros, uma ginasta a mostrar quão belos podem ser os movimentos do corpo, feitos a uma altura que quase roça a folhagem dos plátanos, mais uma "sevilhana" elegante a "contracenar" com a elegância do equídeo.
As pessoas que assistem são muitas; a bancada provisória está completa e todos os espaços em volta do local das exibições estão repletos de público. Os mais baixos pouco vêem.
O miúdo terá quatro, cinco anos, no máximo.
Agarrado às saias da mãe, reclama da injustiça de nada ver. Antes que as lágrimas disparem e os gritos aumentem, o pai, solícito, coloca-o às cavalitas. Os olhos riem-se e bate palmas de satisfação.
O pai, solícito:
- Se te c_g_s, levas um estalo!
Brilhante!
sexta-feira, 20 de maio de 2016
Livros (lidos ou em vias disso)
Tinha lido algures, já não recordo onde, que o novo livro de Jaime Rocha versava a "Escola de Náufragos" da sua Nazaré.
Fiquei curioso e não descansei enquanto não o adquiri.
Lê-se de um folgo - 86 páginas - e o retrato das agruras da vila e da sua população está sempre presente.
Acaba assim:
"O mecânico olha para ela com compaixão. Por qualquer razão ainda gosta daquela mulher, daquele corpo que uma vez o deixou entrar na sua cama como se fosse ele o verdadeiro amor, na sombra de uma única noite.
O que vais fazer mulher, pergunta.
Trata dele, é teu, responde ela, entre dentes.
O mecânico ainda lhe toca nas mãos, tenta segurá-la, mas ela afasta-se do beco quase em fuga. O mecânico vê-a sumir-se, devagar, como um fantasma. Quando Mateus chega, encontra-o à sua espera.
A tua mãe foi-se embora para sempre, vai viver para o hospital.
Mateus não acredita e não diz nada. Sorriem um para o outro. O mecânico aponta para a casa.
Entra, diz ele.
Escola de Náufragos
Jaime Rocha
Relógio d'Água (2016)
domingo, 8 de maio de 2016
Palavras bonitas
A minha mãe faria hoje 93 anos.
Nunca mais
Caminharás os caminhos naturais.
Nunca mais te poderás sentir
Invulnerável, real e densa -
Para sempre está perdido
O que mais do que tudo procuraste
A plenitude de cada presença.
E será sempre o mesmo sonho, a mesma ausência.
Poesia
Sophia de Mello Breyer Andresen
Nunca mais
Caminharás os caminhos naturais.
Nunca mais te poderás sentir
Invulnerável, real e densa -
Para sempre está perdido
O que mais do que tudo procuraste
A plenitude de cada presença.
E será sempre o mesmo sonho, a mesma ausência.
Poesia
Sophia de Mello Breyer Andresen
sábado, 7 de maio de 2016
Livros (lidos ou em vias disso)
Um romance que discorre sobre a história da escravatura do século XIX ou uma alegoria dos tempos actuais?
Ainda não cheguei ao fim, mas estou a inclinar-me para a segunda hipótese ...
"(...) Criaturas mudas, já desistentes da vida, que olhavam o céu como se pedissem asas ou socorro a uma qualquer entidade altaneira. Seminus, lançavam-se ao comprido no chão, alguns a esconder o rosto daquelas multidões bizarras, brancas como os ossos dos urubus descarnados pelas formigas, com umas bocarras cheias de cuspo de onde saíam sons incompreensíveis e de arestas estridentes,
entontecidos, assustadiços, ora com os altos brados dos capatazes, ora com os risos trocistas,
se o velho arqueja, se no chão resvala,
ora com os horizontes apertados, onde as casas também tinham arestas e buracos como olhos
(eram janelas)
e pálpebras
(as cortinas)
monstruosos, que também os miravam do alto das colinas. Ninguém se entendia, as algaraviadas de vários tribos, tudo ao monte. O consenso geral é que estavam a ser escolhidos para banquete dos brancos. Por isso, iam os gordos primeiro. O casal por conta própria remexia na mercadoria, apalpava como que a separar a fruta bichada, reparava em sinais da tão virulenta varíola atrás das orelhas, procurava bubões debaixo dos braços, vestígios de escorbuto nas gengivas, (...) quando chegava a hora de apartá-los, desmantelar famílias, filhos para um lado e pais para outro, as mães acocoradas em cima das crias, entregando a carne das costas ao chicote para não as deixar levar, já a dupla de engordadores estava bem ciente do que pretendia. (...)"
Não se pode morar nos olhos de um gato
Ana Margarida de Carvalho
Teorema (2016)
domingo, 1 de maio de 2016
Paulo Varela Gomes
"Passos Perdidos" foi o seu último livro e um dos que, há dias e por ocasião do meu aniversário, me foi oferecido (a meu pedido, refira-se). Ainda não o li e confesso que estou com alguma dificuldade em pegar-lhe.
Paulo Varela Gomes, de quem li "Hotel" e "Era uma vez em Goa", faleceu ontem, vítima de um cancro.
Nasceu no meu ano e escrevia maravilhosamente, na minha modesta opinião.
A Granta número 5, de Maio de 2015, publicou um texto seu, datado de 10 de Abril e intitulado "Morrer é mais difícil do que parece", que hoje fui reler.
Lembro-me perfeitamente de, na altura, ter ficado com a "pele arrepiada". Hoje não cheguei ao fim ...
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