sábado, 18 de setembro de 2021

Ria ... de Aveiro

Sem comentários e apenas com a certeza de que Aveiro é uma cidade muito bonita!





sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Viagens

Uma fábrica com quase 200 anos, que continua a produzir coisas lindas e bem alegres.

A visita ao Museu da Vista Alegre valeu bem a viagem.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Chover no molhado ...

As entidades oficiais asseguram, com veemência, que os dragados da Lagoa são 80% de material limpo, classificado no Grupo I, e que apenas os restantes 20% poderão ter alguma contaminação. Daí não haver qualquer perigo para a saúde pública nem para o ecossistema, garantem.

Ficamos todos descansados, principalmente se deixarmos de ir à Foz. Hoje, apesar de o "aparelho" não estar a trabalhar - não consegui confirmar se "trambolhou" de novo -, a água do mar e da lagoa metia medo e causava repulsa, ainda que só os pés a fossem experimentar. O verde límpido foi substituído (talvez porque o Sporting perdeu por muitos) por um cinzento acastanhado, e o cheiro a maresia por um odor estranho, que parece uma mistura de algas com outras coisas mais esquisitas mas, pela certa, apenas normais.

Voltaremos a ter a Foz límpida e bem cheirosa? A ver vamos, mas os sinais não são muito animadores, mesmo sendo optimista.

Os pescadores esfregam as mãos de satisfação e um deles, dos mais antigos, referiu que, anteontem, apanhou mais de 40 quilos de robalos com mais de 1 quilo cada um.

- Nunca tinha pescado tanto, e os outros também ... tive de ir comprar uma arca nova! Sim, que eu não vendo peixe a ninguém. Está guardado para eu e a minha família irmos comendo.

- E hoje?

- Está fraco, mas ainda é cedo. A maré está a subir até quase à uma hora. Vamos ver!

A pescaria satisfaz alguns, mas não diminui a tristeza de muitos que conhecem bem a praia. 

Venha depressa o Inverno. "Penas que não se vêem, não se sentem". 

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Quem te avisa ...

Já cheira a Outono, pelo menos cá pelo Oeste profundo. A chuva e a trovoada dos últimos dias alteraram a paisagem, o sol está mais baixo, as pessoas fugiram ou regressaram ao trabalho, e a praia ficou deserta.

Não há barracas, chapéus, "tapumes", toalhas, banheiros, muito menos a menina das bolas de Berlim. Sobra o sossego, com o rugido do mar em fundo e os surfistas em luta pela melhor onda. A água ainda permanece tépida, mas já não deverá ser por muito tempo.

Da meia dúzia dos que se aventuraram hoje a pisar a areia húmida, sobressaiu um, por certo habituado à calmaria dos algarves e caído aqui de kitesurf, quem sabe, que não prestou a devida atenção às ondas "fozeiras". Uma simples viragem para regressar à toalha e ei-lo experimentando as agruras da queda, o sabor da areia, a aflição do pulmão. O aviso deve ter-lhe ficado bem gravado na memória: na Foz, nunca vires as costas ao mar.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Livros

Chegaram livros novos e alguns deles talvez passem por aqui, quando forem lidos. Outros não terão, pela certa, essa desdita, mas cada um tem o que merece e o blogue não é nem quer ser uma montra de livros ou um lugar de exibição de pretensa sapiência, que cada vez é mais reduzida e incipiente.

Desta vez, a caixa da Wook foi parar ao posto de entrega porque "o destinatário não atendeu". Pudera, estava na praia ... E, por via disso, a encomenda, que deveria ter vindo já passar o fim de semana à casa que a custeou, só cá entrou ontem. Mas veio a tempo: há dois dias que não há praia!

Um dos livros - Líbano, labirinto, de Alexandra Lucas Coelho - trazia, como marcador, postal ou o que lhe queiram chamar, a reprodução de um grafitti, que me apeteceu deixar por aqui, embora lhe garanta um lugar seguro, para não se deteriorar. O livro vem recheado de excelentes e elucidativas fotografias, da autora, entre as quais a que foi "transformada" em marcador.

A mim, que nada percebo de pintura, fez-me lembrar os traços de Paula Rego e pensar que a Diana, em 2019, pretendeu retratar um grito de revolta "escondido" na leitura de um livro.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Sol e chuva

Dia esquisito.

Para já, não tão violento como antecipavam as previsões mas, ainda assim, com aguaceiros intensos e alguns trovões lá ao longe.

Apesar dos avisos da Protecção Civil e do IPMA, ninguém cuidou de dar uma limpeza junto das sarjetas, das valetas e de outros sítios com terminação em "etas" ou noutra qualquer, proporcionando rios, riachos, ribeiros, arroios, com maior ou menor corrente, consoante a inclinação das ruas.

Só má língua! Há tanta coisa para fazer, há pessoal de férias, a pandemia, a campanha eleitoral, e ainda existe "lata" para pedir estas tarefas não essenciais. Toda a gente sabe que são anualmente necessárias e ... sempre esquecidas.

A janela mostra: já há sol de novo, radioso, quente, que vai secar as ruas, pelo menos até ao próximo aguaceiro e sem qualquer encargo. 

domingo, 12 de setembro de 2021

Mar sereno

De acordo com as previsões do IPMA, o mar vai perder a serenidade, o sol vai esconder-se, a chuva e o vento virão para ficar, pelo menos, três dias, apesar de não terem sido convidados. Afinal de contas, ainda nem estamos a meio de Setembro ... e a água da Foz tem estado tão quentinha.

Se as previsões baterem certo, a semana começará sem praia, obrigando a reformular todo o planeamento já feito e a procurar novas rotinas que contribuam para se manter a boa disposição, o alento e o gozo que a vida deve ser e ter.

sábado, 11 de setembro de 2021

11 de Setembro de 2001

Ainda não tinha cinquenta anos; ainda trabalhava, muito; ainda bebia muitos cafés; ainda não havia blogue; os meus pais ainda não tinham partido; os meus netos ainda não tinham chegado. Era tudo tão diferente e houve tantas mudanças.

Vinte anos passados, recordo a ida ao café, aquele lá do fundo que servia uma bica bem melhor do que o outro, mesmo ali ao lado. A dona, simpática, mal me via entrar e já estava a encher o manípulo com o café Buondi, moído na altura. Naquela tarde, isso não aconteceu. Os seus olhos estavam "vidrados" no televisor que existia por cima da porta de entrada e o ar dela, compenetrado e espantado, deu-me logo consciência que tinha acontecido desgraça e grande.

- Um avião bateu numa torre da América, foi o cumprimento que recebi.

Assisti ao embate do segundo em directo. Custava a acreditar, mas era real. Caíram as torres, o silêncio fez-se ouvir, o pânico tomou conta de quem ali estava - três ou quatro pessoas, não me lembro bem.

A bica demorou muito a ser tirada e uma eternidade a ser bebida. O regresso ao banco com a notícia fez com que toda a gente saísse, para ver por si próprio. A notícia transmitida não era crível e a forma como o foi ainda criava mais dúvidas.

Fiquei sozinho ... o mundo nunca mais foi o mesmo, a intolerância mantém-se, a miséria abunda, abrindo portas a um radicalismo pseudo religioso e fanático, impossível de entender. 

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Jorge Sampaio

18.09.1939 - 10.09.2021

Partiu hoje mais um "cravo" de Abril. Já restam poucos.

Quando a História se escrever, longe dos interesses mesquinhos e do momento, o seu nome aparecerá com letra grande, mas, ainda assim, não tão grande que retrate de forma completa o que ele foi.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Traição

Merecida ... depois das vicissitudes dos últimos dias, hoje a Foz não me viu, para deixar claro o meu desagrado e também o meu veemente protesto. Não é correcto o seu procedimento e temos de lavrar a nossa indignação, perante comportamento tão feio para com gente que se mantém fiel há longos anos.

Mão amiga (CPC) fez-me chegar uma foto, com comentários sobre a maravilha do tempo que por lá estava, as óptimas condições do mar e da temperatura, a beleza do passeio às rochas, despertando a inveja e motivando o arrependimento. 

Em vão! A manhã foi passada à beira do Atlântico, um pouco mais para sul, e foi óptima, sem fantasmas de dragados ou água suja, muito menos a sua realidade. Pelo contrário: duma boa banhoca na Supertubos, com o areal quase deserto e o mar "de gritos", um salto para Peniche de Cima e Cova da Alfarroba, com muitas escolas de surf e bastantes alunos estrangeiros a usufruírem de aulas num cenário idílico. 

Grandes banhos, com água a vinte graus, ondas sem força e necessidade de percorrer mais de cinquenta metros para um mergulho de jeito nas ondas fraquinhas, como convém aos idosos. 

Para culminar, almoço no Baleal, numa esplanada catita, com o distanciamento devido. Na hora da sobremesa, dois clientes abriram a boca de espanto perante a informação de que o peixe, fresco, já tinha acabado. Paciência, viessem mais cedo! Não é às três que se almoça.

Amanhã dar-se-á o regresso à Foz, com a esperança de que a água esteja limpa e os dragados sossegados.