Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.
sábado, 14 de novembro de 2015
Terrorismo
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Impertinência (4)
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Impertinência (3)
- A União Europeia subsidiará estes investimentos?
- Cavaco incentivará o novo Governo a apoiar este potencial de desenvolvimento industrial?
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Impertinência (2)
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Impertinência
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Livros (lidos ou em vias disso)
À secretária do gabinete da casa demolida, agasalhando-se na manta, fareja o relento da linhaça de que se fabrica o escaldante emplastro que lhe colocam em cima do peito, e procura distrair-se dos seus incómodos na esperança daquilo que no fim da doença se contém, e que consta destas linhas, (...)
Mas quando a bronquite se lhe assanha, faz-se necessário colar-lhe às costas aqueles copinhos de vidro com uma chama azul lá dentro, denominados "ventosas". E por mais que se controle não pode evitar os berros com que reage à tortura do fogo que lhe queima a pele, e os que o seguram recomendam-lhe calma, e enganam-no com esta frase, sempre a mesma,
"Pronto, pronto, já acabou!, pronto, pronto, já acabou!
Das ventosas nunca mais o velho ouve falar, nem das papas de linhaça, às quais dão também o nome de "sinapismos". De resto, e com o agravamento da sua bronquite, substituem-lhe estas mezinhas clássicas pela modernidade da penicilina, e submetem-no ao tratamento de choque que consiste em aplicar-lhe sete dezenas de injecções a intervalos de três horas, e tanto de dia como de noite. E já nem ousando gemer, consente entre enfado e sono nestas palavras que o humilham pela comiseração das suas misérias,
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Flores ... na literatura
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Bento da Cruz
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Palavras bonitas
contra a parede
e deu meia volta sobre si mesmo
e ficou de cara voltada contra a parede
e fechou os olhos
e fechou a boca
e ficou todo fechado
e então morreu todo
fundo e completo de uma só vez
e apenas ele no tempo e no espaço
e só agora passado ano e meio eu compreendo
como era preciso ser assim tão íntimo para sempre
tão compacto
mais que o mundo inteiro
- e ele sou eu
Herberto Helder
Poemas Canhotos
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Pai
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Férias
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Férias
Até ao dia 17 de Agosto, não quero ouvir falar mais de "transmissões" nem olhar para o calendário e para o relógio!
Vou preguiçar, ler, nadar, andar e dormir!
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Ontem, hoje e amanhã
Vai valer a pena ter amanhecido."
(Ivan Lins/Vitor Martins)
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Maria Barroso
domingo, 5 de julho de 2015
Netos
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Cavaco versus La Palice
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Finalmente ...
quarta-feira, 24 de junho de 2015
NETOS
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Palavras bonitas
Eu sou carvão!
E tu arrancas-me brutalmente do chão
e fazes-me tua mina, patrão.
Eu sou carvão!
E tu acendes-me, patrão,
para te servir eternamente como força motriz
mas eternamente não, patrão.
Eu sou carvão
e tenho que arder sim;
e queimar tudo com a força da minha combustão.
Eu sou carvão;
tenho que arder na exploração
arder até às cinzas da maldição
arder vivo como alcatrão, meu irmão,
até não ser mais a tua mina, patrão.
Eu sou carvão.
Tenho que arder
queimar tudo com o fogo da minha combustão.
Sim!
Eu sou o teu carvão, patrão.
José Craveirinha
A cópia do manuscrito deste poema encontra-se na Exposição "Casa dos Estudantes do Império", patente na galeria de exposições da Câmara Municipal de Lisboa.
A exposição, que tem como curador o caldense Jorge Mangorrinha, é uma iniciativa da UCCLA e manter-se-á aberta ao público, com entrada grátis, até ao dia 25 de Junho próximo.
Bethânia
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Quotidiano
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Palavras bonitas
Invadiram os séculos que estão dentro de nós
invadiram a língua o canto o ritmo
antes fossem exércitos fardados
antes as botas de um invasor visível
não esses missionários da nova fé
com seus mercados sobre os nossos ombros
e seus discursos de sílabas pontiagudas
para gente de espinha de curvar.
Quando eles falam o céu fica cinzento
e há um rasto de cinza e desamparo.
Apetece pegar no poema
e disparar.
Manuel Alegre
Bairro Ocidental
sexta-feira, 8 de maio de 2015
sábado, 25 de abril de 2015
25 de Abril
domingo, 19 de abril de 2015
José Mariano Gago
Não tive o privilégio da jornalista Teresa de Sousa, que o conheceu de perto e em situações que já fazem parte da história, embora alguns pretendam que não passem do seu rodapé.
Mas sei, por experiência vivida aqui por casa, o que representou o trabalho de Mariano Gago em prol da Ciência e da Educação, com letra grande, claro, em homenagem a quem abriu um caminho que, depois de "asfaltado", se quer trazer de novo à "terra batida".
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Recusar parar
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Computadores
Sim, aos sistemas informáticos do Estado?
terça-feira, 24 de março de 2015
Palavras bonitas
não em língua plana mas em língua plena.
e só agora penso.
porque é que nunca olho quando passo defronte de mim mesmo?
para não ver quão pouca luz tenho dentro?
ou o soluço atravessado no rosto velho e furioso,
agora que o penso e vejo mesmo sem espelho?
- cem anos ou quinhentos ou mil anos devorados pelo
fundo e amargo espelho velho:
e penso que só olhar agora ou não olhar é finalmente
o mesmo
Herberto Helder
A morte sem mestre
Herberto Helder faleceu ontem, com 84 anos de idade.
quinta-feira, 19 de março de 2015
Dia do Pai
domingo, 8 de março de 2015
Actualidade
Presunção e água benta, cada um toma a que quer!
Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado vem!
El-Rei errou, mas faça-se o que ele mandou!
Abunda a malícia, onde falta polícia!
(Adágios Populares)
Vós que lá do vosso império
prometeis um mundo novo
Calai-vos, que pode o povo
Querer um mundo novo a sério.
António Aleixo
Este livro que vos deixo




