
Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.
terça-feira, 30 de junho de 2020
segunda-feira, 29 de junho de 2020
Maracangalha
domingo, 28 de junho de 2020
Renting
sábado, 27 de junho de 2020
sexta-feira, 26 de junho de 2020
Cabo Verde
quinta-feira, 25 de junho de 2020
Quotidiano
quarta-feira, 24 de junho de 2020
Netos
terça-feira, 23 de junho de 2020
A bomba
segunda-feira, 22 de junho de 2020
Palavras bonitas ... e actuais
na frente, aos montes, aos molhos, quase sempre o mais bonito
tantas coisas que não vemos está guardado pr'a quem lê
nem mesmo perto dos olhos? o que lá não 'stá escrito.
O mundo só pode ser A esmola não cura a chaga
melhor do que até aqui, mas quem a dá não percebe
- quando consigas fazer que ela avilta, que ela esmaga
mais p'los outros que por ti! o infeliz que a recebe.
Sem que o discurso eu pedisse, Chegasses onde pudesses;
ele falou; e eu escutei. mas nunca devias rir
Gostei do que ele não disse; nem fingir que não conheces
do que disse não gostei. quem te ajudou a subir!
Julgando um dever cumprir, Veste bem, já reparaste?
sem descer no meu critério mas ele próprio ignora
- digo verdades a rir que, por dentro, é um contraste
aos que me mentem a sério! com o que mostra por fora.
António Aleixo
Este livro que vos deixo ...
Edição, corrigida, de Vitalino Martins Aleixo (filho do poeta)
1975
domingo, 21 de junho de 2020
Beethoven animado
sábado, 20 de junho de 2020
Quotidiano
sexta-feira, 19 de junho de 2020
Carlos Ruiz Zafon
quinta-feira, 18 de junho de 2020
Música popular
quarta-feira, 17 de junho de 2020
Poesia racismo

terça-feira, 16 de junho de 2020
O jeito para línguas
segunda-feira, 15 de junho de 2020
domingo, 14 de junho de 2020
Quotidiano
sábado, 13 de junho de 2020
Santo António
sexta-feira, 12 de junho de 2020
Santa Maria
- Já temos o Santa Maria. Obrigado portugueses!
- Sabes quem é o homem que mais conviveu com santos?
- Não!?
- Henrique Galvão
- Porquê?
- Assaltou o Santa Maria, baptizou-o de Santa Liberdade por causa de um Santo António que é de Santa Comba e mora em São Bento.
quinta-feira, 11 de junho de 2020
Conversas de café
- Já foste hoje ao WhatsApp?
- Não tenho lá nada ...
- Tens, tens, não viste a minha página? Já lá "postei" uma foto hoje.
- Ah! isso foi no Face ... vi antes de sair de casa e até pus um "like".
- Faço sempre confusão. WhatsApp, Facebook, Instagram, para mim é tudo a mesma coisa, mas vou lá sempre.
- Eu todos os dias "posto" e faço comentários em tudo o que aparece.
- Aparecem coisas muit'a giras!
quarta-feira, 10 de junho de 2020
Tempos
terça-feira, 9 de junho de 2020
Quotidiano
segunda-feira, 8 de junho de 2020
Racismo
domingo, 7 de junho de 2020
Vermelhinha
- É sempre a vermelhinha que ganha.
- Esta perde, esta torna a perder, é sempre a vermelhinha que ganha.
- Esta perde e esta torna a perder, é sempre a vermelhinha que ganha.
- Está feito e não mexe mais!
- Esta perde, e arrecadava as moedas que os parolos tinham colocado em cima;
- Esta torna a perder, e mais umas moeditas faziam o percurso rápido para o bolso;
- É sempre a vermelhinha que ganha, eu avisei. Preparem-se para a próxima.
- Olh'ó chui, ouviu-se.
- Está feito e não vale ensinar. É sempre a vermelhinha que ganha!
sábado, 6 de junho de 2020
Livros (lidos ou em vias disso)
Três dias depois de ter chegado, ei-lo que se vai encaminhar para a prateleira e juntar-se a todos os seus "irmãos" mais velhos, num sítio onde não há violência e antes muito carinho por todos.
É o melhor!?
Não sei, mas quando o terminei pensei isso. Depois, olhei o mar e disse para comigo: estarás a ser influenciado pela memória que está tão presente no espanto da Margarida e já arrumou no cantinho mais fundo todos os outros. Podes estar a ser injusto. Diz só: é muito bom!
Lembro-me de, há bastantes anos e quando RGC ainda estava no começo, ter ouvido António Lobo Antunes dizer, sem papas na língua, que ele era um grande escritor. Os seus livros têm-no confirmado e o "Daqui a nada" já saiu em 1995. A minha opinião, que nada vale, é a mesma.
sexta-feira, 5 de junho de 2020
quinta-feira, 4 de junho de 2020
Caça
- Bom dia
- Não gostava que alguém, nesta casa, falasse mais alto do que eu.
- Já levo almoço, ciciava.
quarta-feira, 3 de junho de 2020
Livros lidos (ou em vias disso)
- Olá, doutor, trago então aqui as gravações vídeo e áudio de tudo o que me aconteceu na infância.
- Ah sim? Ora muito bem, vamos então lá ver isso. E é tudo, tudo?
- Tudo. Tudo o que os meus olhos viram sem saber o que estavam a ver, tudo o que escutei, mesmo sem querer, tudo o que me disseram, nas exactas palavras que me disseram.
- Portanto, quando lhe ralharam ou repreenderam e assim, também? E outras coisas, enfim, mesmo mesmo desagradáveis?
- Tudo. A minha infância toda.
- Mas momentos bons também, espero?
- Sim, claro. Quer dizer, acho que sim.
- Óptimo, óptimo.
- Acha que vai encontrar as razões da minha depressão?
- Bom, não sei, uma coisa lhe garanto, normalmente estão aqui, nestas gravações do cérebro, muitas vezes em idades em que mal sabíamos falar.
- Boa. Olhe, assim sendo se calhar escuso de ficar, não é? Deitar-me no divã, fazer um esforço para me recordar do que não me recordo, você constantemente a fazer perguntas que eu acho que me resolvem o problema mas quando eu pergunto "Isto é o quê, doutor?", você pergunta de volta "e que acha você que pode ser?".
- Sim, sim, acho que sim, deixe-me as gravações e pronto, não prometo é que as veja hoje.
- Ligo depois a marcar para vir ouvir as conclusões?
- Sim, claro, ou marque ali com a minha assistente quando sair, está bem?
- Claro, até breve.
- Até breve, Margarida.
terça-feira, 2 de junho de 2020
segunda-feira, 1 de junho de 2020
Licença de isqueiro
- É já aqui, antes que a fome e a sede me façam desmaiar, disse alto para se ouvir e acreditar.
- Bom dia. Então o que vai ser?, perguntou o homem do balcão, com o palito na boca e o pano, sujo, no ombro.
- Dois pastelinhos de bacalhau e um copinho de branco, bom.
- Tem licença?
- Licença de quê?
- Do isqueiro, respondeu o cívico. É preciso. Se não tem, vou autuá-lo e o isqueiro reverte a favor do Estado.
- Não tem vergonha? Está autuado!
- Meto-lhe medo ou cheiro mal?
- Não, senhor guarda, não é nada disso. É que, há bocado, um colega seu multou-me e ficou com o meu isqueiro e eu estou com medo que agora aconteça o mesmo. O instrumento faz-me falta.