Casa situada na cidade das Caldas da Rainha, "nascida" em 1976, numa rua sossegada, estreita e, desde Abril de 2009, com sentido único. Produção: dois frutos de alta qualidade que já vão garantindo o futuro da espécie com quatro novos, deliciosos. O blog é, tem sido ou pretendido ser uma catarse, o diário de adolescente que nunca escrevi, um repositório de estórias, uma visão do quotidiano, uma gaveta da memória.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Presidenciais
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Ironia do destino
De acordo com as notícias de hoje, o Governo vai:
- capitalizar o BPN, injectando-lhe mais 500 milhões de euros do erário público;
- adiar a venda, por não haver interessados;
- substituir a actual administração, oriunda da CGD, por outra que, nos próximos anos, crie condições para o Banco ser, de novo, posto à venda.
Os problemas que afectam, nesta altura e por todo o mundo, a actividade bancária, não são de molde a encontrar muita gente disponível para um fardo destes, ainda por cima com a missão de "engordar o porco", para que possa ser vendido quando o negócio se tornar interessante e o mercado apresentar interessados.
Por isso, talvez fosse melhor o Governo não se cansar a procurar muito e voltar a chamar Oliveira e Costa e Dias Loureiro para retomarem as rédeas do Banco.
- Os aqui propostos conhecem o Banco e os seus problemas melhor do que ninguém;
- Têm uma excelente carteira de contactos, em Portugal e no estrangeiro, que lhes permitiriam recuperar rapidamente os clientes interessantes, que abandonaram o Banco aquando da intervenção do Estado;
- Estão de licença sabática há muito e, por isso, terão tido tempo bastante para estudar as regras prudenciais de gestão que a actividade envolve e necessita.
sábado, 18 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
Crise e inteligência
domingo, 5 de dezembro de 2010
Livros (lidos ou em vias disso)
Acabei de ler ... e confirmou as expectativas.
Termina assim:
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Livros (lidos ou em vias disso)
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Palavras bonitas
EM TODOS OS JARDINS
Em todos os jardins hei-de florir,
Em todos beberei a lua cheia,
Quando enfim no meu fim eu possuir
Todas as praias onde o mar ondeia.
Um dia serei eu o mar e a areia,
A tudo quanto existe me hei-de unir,
E o meu sangue arrasta em cada veia
Esse abraço que um dia se há-de abrir.
Então receberei no meu desejo
Todo o fogo que habita na floresta
Conhecido por mim como num beijo.
Então serei o ritmo das paisagens,
A secreta abundância dessa festa
Que eu via prometida nas imagens.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Mercados
A Irlanda já fez a vontade aos mercados e pediu ajuda à União Europeia e ao FMI, tudo indicando que, para compor o ramalhete, cairá o Governo e haverá eleições antecipadas.
Segundo os analistas que tudo sabem (agora), Portugal deverá seguir o exemplo dos irlandeses, porque os mercados não nos darão tréguas.
Como não percebo nada disto e me parece que os mercados são uma espécie de "meninos irrequietos" que ninguém consegue manter sossegados, não seria bom que o nosso Primeiro lhes levasse o vídeo da sua Ministra da Educação, para ver se eles se portavam melhor?
domingo, 21 de novembro de 2010
Três em um
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Quotidiano
- Os Hospitais do Serviço Nacional de Saúde deviam, em Outubro, 1.034 milhões de Euros à indústria farmacêutica e que o Centro Hospitalar das Caldas da Rainha demora, em média, dois anos e meio a solver os seus compromissos. Tenho um amigo, ilustre comerciante desta praça, que, já há muitos anos , só fornece o CHCR com dinheiro na mão ...
- O Presidente da Câmara de Guimarães vai propor a redução de 30% dos salários dos membros do Conselho de Administração da Fundação Guimarães Capital da Cultura, o que significa um enorme esforço, tendo em conta que a base de partida se situa bem acima dos 10.000,00 Euros mensais. Tenho um amigo, no Canadá, que, aquando da divulgação dos salários que agora irão (?) ser objecto de ajustamento, me enviou um mail intitulado "É fartar vilanagem" ...
- Os dois blindados comprados para a PSP utilizar na cimeira da NATO que amanhã acontece por cá, afinal não vão chegar a tempo. Nenhum amigo me disse, mas talvez tenham ficado na fronteira ou tenham sido recambiados para o país de origem, por não trazerem os documentos ...
sábado, 13 de novembro de 2010
Palavras bonitas
Ai madrugada pálida e sombria
em que deixei a terra dos meus pais ...
e aquele adeus que a voz do mar trazia
dum lenço branco, a acenar no cais ...
O meu veleiro - era de espuma fria -
levava-o o fervor dos vendavais.
À passagem gritavam-me: onde vais?
Mas só o meu veleiro respondia.
Cruzei o mar em direcções diferentes.
Por quantas terras fui, por quantas gentes,
nesta longa viagem que não finda.
Só uma estrada resta - mais nenhuma:
na Ilha que o passado envolve em bruma,
um lenço branco que me acena ainda ...
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Três pianos
Porque hoje foi um dia cansativo, apeteceu-me colocar nove minutos de boa música, por três grandes intérpretes portugueses, junto e ao vivo no CCB.
Apesar de tudo, ainda se fazem coisas muito bonitas em Portugal ...
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Palavras bonitas
SONETO
Amor desta tarde que arrefeceu
as mãos e os olhos que te dei;
amor exacto, vivo, desenhado
a fogo, onde eu próprio me queimei;
amor que me destrói e destruiu
a fria arquitectura desta tarde
- só a ti canto, que nem eu já sei
outra forma de ser e de encontrar-me.
Só a ti canto que não há razão
para que o frio que me queima os olhos
me trespasse e me suba ao coração;
só a ti canto, que não há desastre
de onde não possa ainda erguer-me
para encontrar de novo a tua face.
sábado, 6 de novembro de 2010
Crise e fome
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
LP's, CD's e MP3
Na noite passada estive a converter alguns CD's para MP3 para, com uma simples "pen", fazer chegar algumas dezenas de canções a quem, sobre elas, manifestou interesse.
De entre os CD's convertidos contavam-se alguns de Gal Costa que, lembrei-me hoje, não coincidiam com alguns discos de vinil que fazem parte do "antiquário". A memória, por vezes, já vai traindo, mas a lembrança de um velho LP (era assim que se designavam os albuns de vinil) com uma capa muito sugestiva, estava bem fresca.
Fui à procura do "India" (gravado em 1973) e não o consegui encontrar nas "catacumbas".
Andará por aí ...
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Palavras bonitas
APOCALIPSE
É o cavalo do tempo a galopar ...
Ninguém pode detê-lo.
Vê-lo,
é ver, a sonhar,
um relâmpago a rasgar
o céu dum pesadelo.
Deixa a desolação por onde passa.
Torna os sonhos maninhos.
Desmente os adivinhos
que, na divina graça
de feiticeiras alucinações,
prometem duração às ilusões.
Besta infernal,
com asas de morcego
e raiva desbocada,
largou do prado onde pastava ausente,
e corre, corre, em direcção ao nada,
única direcção que a fúria lhe consente.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Livros (lidos ou em vias disso)
Numa visita relâmpago, em final de tarde, à minha amiga Isabel Castanheira (as tuas melhoras), da Loja 107, comprei e comecei a ler, enquanto esperava ser atendido para uma consulta médica de rotina.
Vou no quinto dia - 25 de Março de 2007 - com uma vontade enorme de continuar, sem paragens, para desvendar o muito que lá está. Não é possível. O tempo é pouco e a leitura exigente, num vai e vem constante para entender e digerir, sem pressas que o caminho certo é de difícil descoberta, mas entusiasmante quando se descobre a linha.
"(...) a hera a crescer na varanda não pareceu entusiasmar-se quando o tio o ensinou a andar de bicicleta entre o castanheiro e o portão trotando-lhe ao lado a equilibrar o selim
- Pedala
o tio exausto lá para trás e ele sozinho direito à garagem sem conseguir travar, a garagem subitamente enorme e o tio distintíssimo
- Pára
ultrapassou um canteiro, um segundo canteiro, o médico
- Vamos explorar as hipóteses
e ele contente embora a incisão principiasse a maçá-lo, isto é não dor ainda, a vizinhança da dor, o que em algumas horas se tornaria dor, impossível de travar como a bicicleta apesar dos gritos do tio, uma raiz desviou o pneu da frente e não o portão agora, um pilar de granito com um vaso em cima, o avô distraído com o rato de chocolate não o via da sala, chinelos cuja existência desconhecia, o avô sempre calçado até então, (...)"
E chega, para aguçar o apetite.
domingo, 17 de outubro de 2010
Foz do Arelho
sábado, 16 de outubro de 2010
Inveja
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Palavras bonitas
Sê como és: o sol é bom,
o ar vivaz.
Do azul aos azuis, do verde aos verdes,
a terra é menina e o tempo rapaz.
Também tu és menina
(um bichinho rebelde, de tão natural!)
e correr descalça era mesmo o que querias,
mas seria indecente nesta capital ...
E enquanto, doutro verde possuído,
em versos me explico, bem ou mal,
à primavera corres, já descalça,
por uma relva ideal!
domingo, 10 de outubro de 2010
Foz do Arelho
Hoje estava assim, no final da tarde. Aguardemos ...
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Quotidiano
Num dia que começou atribulado, com pouco mais de oitenta quilómetros percorridos em quase três horas, por uma auto-estrada com obras que nunca mais terminam, com a chuva a misturar-se com o pó e a fazer uma estranha "papa" que alimenta os acidentes, com o "senhor" do rádio a dizer que o trânsito está parado no IC 19, no nó de Frielas, na A5, no viaduto do Feijó, etc., e a recomendar aos "senhores" condutores que conduzam com a máxima precaução (necessária para não dar um toque no da frente, quando se distende, por momentos, o pé que está no travão), segue um número inacreditável de veículos a passo de caracol.
No final da jornada, cansativa e longa, a mesma dança, com a chegada a casa atrasada com mais acidentes, numa altura em que a noite, sem ser ainda velha, já tinha passado há muito a adolescência.
Valha-nos ser quinta-feira, dia em que Vargas Llosa foi distinguido com o Nobel da Literatura, prémio que ainda não foi desta que contemplou António Lobo Antunes. Talvez seja melhor assim, não fosse dar-se o caso de o marketing do Nobel tirar o tempo ao nosso escritor para nos oferecer os, como ele diz, nossos livros - entregar-nos-á outro ainda este mês - e as crónicas com que, quinzenalmente, nos delicia na Visão. A desta semana, conta a história de um cabo ferrador que cumpriu serviço militar em Chaves e termina assim:
levantou-se da cadeira e foi-se embora, aposto que sem pensar em Chaves, nos montes, nas gajas, todo inteiro no interior de uma incomodidade com picos que o atormentavam, o filho morto em criança, a mulher ida com um caixeiro viajante, os duzentos euros, a sopinha. Mas havia de acabar por animar-se
- Isto já passa amigo
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Ciência em alta
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Palavras bonitas

HINO À RAZÃORazão, irmã do Amor e da Justiça,Mais uma vez escuta a minha prece,É a voz dum coração que te apetece,Duma alma livre, só a ti submissa.Por ti é que a poeira movediçaDe astros e sóis e mundos permanece;E é por ti que a virtude prevalece,E a flor do heroísmo medra e viça.Por ti, na arena trágica, as naçõesBuscam a liberdade, entre clarões;E os que olham o futuro e cismam, mudos,Por ti, podem sofrer e não se abatem,Mãe de filhos robustos, que combatemTendo o teu nome escrito em seus escudos!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
É assim ...
sábado, 25 de setembro de 2010
Fim de semana
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Música portuguesa
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Livros (lidos ou em vias disso)
Começou o corte dos cachos das videiras que, em Abril deste ano, no Douro, ainda nem sequer abrolhavam. O ritual de antigamente está hoje em desuso, exigindo-se a quem vindima um cuidado carinhoso com as uvas, para que o corte acrescente qualidade ao vinho que há-de resultar da cozedura do mosto.
Hoje cruzei-me com várias carrinhas que transportavam pessoas para as vindimas e, quando cheguei, fui à estante procurar Torga, lido há anos, mas a quem se volta sempre com prazer.
" (...) Encosta espraiada de cepas a olhar o rio ao fundo e o céu lá no alto, a Cavadinha, com o nome em letras garrafais no arco de ferro que encima o largo portão da entrada, é o mimo das quintas. Uma alta ramada dá sombra ao caminho varrido que liga a estrada à residência, sólida construção sobranceira às várias dependências que a rodeiam: os lagares, os armazéns e a cozinha do pessoal. Casas caiadas de branco, telhado e tudo, como as de Penaguião, quando neva. Uma brancura para enganar o coração de quem vem.
A cal, porém, não chegava até à cardenha onde dormiam os vindimadores. Longe do terreiro, sobradada de palha e dividida em dois por uma meia parede que teias de aranha prolongavam até ao telhado, de um lado amontoavam-se as mulheres, do outro ressonavam os homens e as crianças, quando, depois de um dia de corte, de cestos e de lagar, caíam como tordos no chão.
- Onde se começa? - quis saber o Eusébio, ao deitar, numa curiosidade de boi pela molhelha.
- Na encosta do buxo, disse-me o tio Seara.
Dançado o último fandango, esgotado o reportório das cantigas, a tarde caíra sonolenta sobre as léguas do caminho. E agora, antes de se entregar inteiro a um repouso de morte, o corpo necessitava de conhecer em que sítio se iniciava a vida quando viesse a ressurreição.
- Aperte mais o rabo, tia Joana! - gritou de cá o Jerónimo, a um ruído suspeito do outro lado.
- Eu ainda não estou tão lassa como cuidas, ó alma do diabo! Fala ali com a Carminda ...
Um impudor de convívio chegado, de intimidade de paredes sem reboco e sem remate no tecto, rasgava o véu que cada natureza, principalmente se era feminina, trazia à volta de si. Velhas e novas, virgens e casadas, homens e meninos, olhavam-se descompostos e naturais, numa ironia tolerante.
- Ó tia Virgínia, que tal é o colchão?
- É-é-é ... bô-ô-ô ...
- E você, tia Angélica, reza a coroa?
- A minha alma já está no céu, só de vos aturar ...
- Fartei-me de uvas! - gabava-se o Chico, entoirido. - Até me dói a barriga ...
- Se te apertar, não me sujes ... Vai lá fora!
- Há pulgas, aqui! - gritou a Carminda.
- Queres que tas vá coçar?
Nenhum dito regressava sem troco, nenhuma intenção ficava por entender. (...)"
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Graffiti
Em Outubro de 2007, os Couple Coffee estiveram nas Caldas, num tributo a José Afonso organizado pelo Teatro da Rainha, apresentando um trabalho de excelente qualidade intitulado Co'as tamanquinhas do Zeca.
Recentemente, Luanda Cozetti, a voz do grupo, gravou uma das músicas do album Graffiti, de Júlio Pereira. O disco é fantástico e reúne as vozes de Sara Tavares, Dulce Pontes, Olga Cerpa, Mariza Liz, Nancy Vieira, Manuela Azevedo, Maria João, Sofia Vitória, Filipa Pais e Luanda Cozetti, numa edição cuidada e muito bonita.
Não é fácil escolher entre tanta gente de nível, mas a música minha preferida é esta aguarela da lusofonia denominada "É um dia, é um dia não".
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Palavras bonitas
Para o meu filho, que hoje faz 29 anos.
À CHEGADA DOS DIAS GRANDES
Da luva lentamente aliviada
a minha mão procura a primavera
Nas pétalas não poisa já geada
e o dia é já maior do que ontem era
Não temo mesmo aquilo que temera
se antes viesse: chuva ou trovoada
É este o deus que o meu peito venera
Sinto-me ser eu que não era nada
A primavera é o meu país
saio à rua sento-me no chão
e abro os braços e deito raiz
e dá flores até a minha mão
Sei que foi isto que sem querer quis
e reconheço a minha condição.
sábado, 28 de agosto de 2010
Fogos e alertas
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Quotidiano
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Palavras bonitas
AI SILVINA, AI SILVININHA
Lindos olhos tem Silvina,
lindas mãos Silvina tem,
e a cintura de Silvina
é fina como o azevém.
Em Silvina tudo exala
um cheiro de coisa fina,
mas o que a nada se iguala
é a fala de Silvina.
A doce voz de Silvinaé como um colchão de penas,
é um fio de glicerina,
um vapor de águas serenas.
- Porque não cantas, Silvina?
Se a tua voz é tão doce
talvez cantada que fosse
mais doce que a glicerina.
Porque não cantas, Silvina?
- Não me apetece cantar
e muito menos para ti.Eu sou nova, tu és velho,já não és homem para mim.- Não me tentes, Silvininha,que eu já não te olho a direito.Sou como um ladrão escondidona azinhaga do teu peito.
- A azinhaga do meu peitocorre entre duas colinas.O ladrão do meu amortem pé leve e pernas finas.- Canta, canta, Silvininha,uma canção só para mim.Dar-te-ei um lençol de estrelas,uma enxerga de alecrim.
- Deixa o teu corpo estendidoà terra que o há-de comer.A tua cama é de pinho,teus lençóis de entristecer.- Canta, canta, Silvininha,como se fosse para mim.Dar-te-ei um escorpião de oirocom um aguilhão de marfim.
- Não quero o teu escorpião,nem de ouro nem de prata.Quero o meu amor trigueiroque é firme e não se desata.- Pois não cantes, Silvininha,se é essa a tua vontade.Canto eu, mesmo assim velho,que o cantar não tem idade.
Hás-de tu ser morta e fria,cem anos se passarão,já de ti ninguém se lembranem de quem te pôs a mão.Mas sempre há-de haver quem canteos versos desta canção:Ai Silvina, ai Silvininha,Amor do meu coração.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Regresso
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Palavras bonitas
FICAM AS SOMBRAS ...Não. Não podeis levar tudo.Não. Não podeis levar tudo.Depois do corpo,E da alma,E do nome,E da terra da própria sepultura,Fica a memória de uma criaturaQue viveu,E sofreu,E amou,E cantou,E nunca se dobrouà dura tirania que a venceu.
Fica dentro de vós a consciênciaDe que ali onde o mundo é mais vazioHavia um homem.E sabeis que se comemOs frutos acres da recordação ...
Fantasmas invisíveis que atormentamO sono leve dos que se alimentamDa liberdade de qualquer irmão.
domingo, 8 de agosto de 2010
Férias
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Recordar António Feio

domingo, 1 de agosto de 2010
Palavras bonitas
DIA DE ANOS
Com que então caiu na asneira
De fazer na quinta-feira
Vinte e seis anos! Que tolo!
Ainda se os desfizesse ...
Mas fazê-los não parece
De quem tem muito miolo!
Não sei quem foi que me disse
Que fez a mesma tolice
Aqui o ano passado ...
Agora o que vem, aposto,
Como lhe tomou o gosto,
Que faz o mesmo? Coitado!
Não faça tal; porque os anos,
Que nos trazem? Desenganos
Que fazem a gente velho.
Faça outra coisa; que em suma
Não fazer coisa nenhuma,
Também lhe não aconselho.
Mas os anos, não caia nessa!
Olhe que a gente começa
Às vezes por brincadeira,
Mas depois se se habitua,
Já não tem vontade sua,
E fá-los, queira ou não queira.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
Férias
Logo a seguir, o lado oposto exprime o seu optimismo e salienta, contentíssimo, que ainda faltam mais duas.
Quando e se me apetecer, volto aqui ...
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Palavras bonitas
Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra,Ao luar e ao sonho, na estrada deserta.Sózinho guio, guio quase devagar, e um poucoMe parece, ou me forço um pouco para que me pareça,Que sigo por outra estrada, por outro sonho, por outro mundo,Que sigo sem haver Lisboa deixada ou Sintra a que ir ter,Que sigo, e que mais haverá em seguir senão não parar mas seguir?Vou passar a noite a Sintra por não poder passá-la em Lisboa,Mas, quando chegar a Sintra, terei pena de não ter ficado em Lisboa.Sempre esta inquietação sem propósito, sem nexo, sem consequência,Sempre, sempre, sempre,Esta angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma,Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida ...Maleável aos meus movimentos subconscientes do volante,Galga sob mim comigo o automóvel que me emprestaram.Em quantas coisas que me emprestaram eu sigo o mundo!Quantas coisas que me emprestaram guio como minhas!Quanto me emprestaram, ai de mim!, eu próprio sou!
segunda-feira, 12 de julho de 2010
José Saramago e o Céu
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Vinicius de Moraes
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Fim de tarde
terça-feira, 22 de junho de 2010
Mundial de futebol - África do Sul
sábado, 19 de junho de 2010
José Saramago
Faleceu ontem o único (até agora) Prémio Nobel da Literatura Portuguesa.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
A natureza é quem manda ...
Que pena, neste ano, serem tão poucas as flores que nos oferece.

domingo, 13 de junho de 2010
Crise em Plano Inclinado
A exemplo do que já tinha acontecido há quinze dias, os espectadores puderam assistir a uma brilhante aula de Economia e Finanças, polvilhada de lições sobre a crise, a vida e a ética.
De entre os vários e simples quadros com que o Professor ilustrou a sua exposição, retive o que abaixo se reproduz e que, na minha fraca opinião, sintetiza o muito que há a fazer para conseguirmos ser um país e uma geração de quem os nossos netos não se envergonhem.
Onde está ................. Pôr
Facilitismo ............. Exigência
Vulgaridade ........... Excelência
Moleza .................... Dureza
Golpada .................. Seriedade
Videirismo .............. Honra
Ignorância .............. Conhecimento
Mandriice ............... Trabalho
Aldrabice ................ Honestidade
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Contestação
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Dois selos e um carimbo
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Palavras bonitas
A um passarinho
Para que viesteNa minha janelaMeter o nariz?Se foi por um versoNão sou mais poetaAndo tão feliz!Se é para uma prosaNão sou AnchietaNem venho de Assis.Deixa-te de históriasSome-te daqui!
quarta-feira, 19 de maio de 2010
O costume
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Palavras bonitas
DIES IRAE
Apetece cantar, mas ninguém canta.Apetece chorar, mas ninguém chora.Um fantasma levantaA mão do medo sobre a nossa hora.Apetece gritar, mas ninguém gritaApetece fugir, mas ninguém foge.Um fantasma limitaTodo o futuro a este dia de hoje.Apetece morrer, mas ninguém morre.Apetece matar, mas ninguém mata.Um fantasma percorreOs motins onde a alma se arrebata.Oh! maldição do tempo em que vivemos,Sepultura de grades cinzeladasQue deixam ver a vida que não temosE as angústias paradas!