Se soubesse alguma coisa de filosofia, se tivesse capacidade para dissertar sobre uma personalidade ímpar, escreveria um longo e eloquente texto elogiando o pensador, o filósofo, o ensaísta, que partiu hoje, após 97 anos de uma vida que ficará para a história. A sua morte acontece no dia em que se comemoram 380 anos da restauração da independência do que foi sempre o seu país, mesmo quando o obrigou a sair.
Como não tenho quaisquer atributos que permitam destacar, analisar e classificar este grande vulto, fica apenas o registo de uma frase, "roubada" da sua última entrevista ao jornal "Público": "Sei tanto agora que tenho quase cem anos como quando tinha dois".
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